segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Revista Quaderns d' Animació

Está disponível o novo número da Revista Quaderns d' Animació i Educació Social editada pelo Prof. Mario Viché. Este periódico conta já com dez números publicados, todos eles disponíveis para consulta.

O presente número, para além do contributos habituais, conta com uma secção de divulgação bibliográfica e de recursos on-line para Animadores e Educadores.

domingo, 10 de janeiro de 2010

A militância como base estrutural

As experiências das minhas militâncias em alguns projectos associativos, em especial e com maior significado, em projectos que são de afirmação de uma identidade socioprofissional e de conjugação de esforços pela dignificação da profissão do Animador Sociocultural, Educativo, Social, Turístico, entre muitas outras denominações de uma prática comum, a Animação, tem contribuido para o somatório de uma certeza, entre muitas: há ausência de uma militância genuína e empenhada que contribua para a consolidação de posições colectivas em favor de um projecto que seja capaz de ser fortalecido a longo prazo.

É com nostalgia que recordo uma geração de Animadores que pelos contributos que legaram às novas gerações, são para mim, um sinal evidente de que acreditavam na militância a favor de uma causa maior, deixando a sua marca na história da Animação Sociocultural em Portugal. Sinto que falta a muitos dos Animadores de hoje esse espírito de voluntariado e de acreditar em valores que extravasam o limite da sua acção individual, mas que faz sentido quando ela se une à acção colectiva. Defendo uma militância pela e com a Animação Sociocultural, pela afirmação dos seus actores. Só seremos capazes de navegar até bom porto se a nossa militância fizer sentido com o colectivo, se formos capazes de mobilizar as diferentes vontades e opiniões para um projecto de defesa dos legítimos interesses da classe profissional dos Animadores Socioculturais.

Continuo a defender que a prática da Animação Sociocultural deve ser excercida pelos Animadores com formação académica específica, não excluindo de um possível documento orientador da profissionalização dos Animadores, aqueles que pela sua experiência e séria militância em defesa de temas centrais associadas à profissão e ao Estatuto merecem ser ouvidos.

Os tempos que vivemos não são muito diferentes de uma década atrás, pelo contrário, eles são da mais profunda e necessária militância. Precisamos de continuar a acreditar em utopias que um dia, tenho a certeza, serão realidade para desgosto de vontades contrárias que insistem em alimentar o pessimismo e a derrota por antecipação.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Novos desafios

A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o ano 2010, Ano Internacional da Biodiversidade. A Comissão Europeia declarou-o Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social, e a Organização das Nações Unidas proclamou o Ano Internacional da Juventude, com efeito a partir de 12 de Agosto de 2010. Estes desafios são de uma magnitude de acção e visão globais excepcionais. Há uma interligação deveras importante que deve ser realçada e trabalhada em cooperação.

O Ano Internacional da Biodiversidade deve ser fecundamente aproveitado pelos Estados Membros para o desenvolvimento de um processo sério e cooperante no domínio da conscientização das comunidades humanas para a importância da biodiversidade. Esta é um Património da Humanidade de valor inigualável. A biodiversidade é a fonte da vida e como tal, mais do que decisões políticas é fundamental um programa de dimensão pedagógica e transformador, com um plano de execução ao níveis local, regional e nacional.

O Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social tem que ser o epicentro da agenda política e um labor central do trabalho no terreno das instituições com responsabilidades em matéria do social. O combate à exclusão social, e consequentemente, da pobreza é uma tarefa de todos; é de uma actualidade e de urgência capital na tentativa de contribuir solidariamente para o bem comum. O humanismo constrói-se na dádiva por uma causa e na conscientização dos problemas reais das pessoas. Nós cidadãos não podemos ignorar estes flagelos sociais, é nossa responsabilidade assumir uma postura activa, cooperante e solidária. Parece-me fazer todo o sentido falar e agir na dimensão da Animação para o bem comum.

O Ano Internacional da Juventude sob o tema "Diálogo e Entendimento Mútuo" tem como objectivo a promoção do diálogo e do entendimento mútuo que passa pelo respeito dos direitos humanos, das liberdades e pela solidariedade, e não menos importante, pelos ideiais da paz. As acções a desenvolver procurarão impulsionar a participação plena e efectiva dos jovens em todos os aspectos da sociedade. Este será um ano rico em ideais, mas o mais importante estará ao nível das instituições democráticas e dos poderes políticos, no sentido de assumirem com a firmeza necessária a conjugação no plano supra partidário um projecto de compromissos e contribuirem com vigor para a materialização dos ideais e objectivos comuns que os povos partilharão ao longo do ano 2010.

O ano que agora começa também estará calendarizado por outros desafios, a uma escala muito inferior, mas não menos necessária e importante para muitos de nós. Estou esperançado num ano repleto de actividades mobilizadoras de vontades e mais importante, de liberdade e solidariedade para construirmos projectos alternativos.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Em retrospectiva

Estamos na recta final de mais um ano que na minha singela opinião foi positivo em vários campos da acção sociocultural. Foram concretizadas iniciativas que assinalam a presença incontornável da nossa existência, enquanto, Animadores Socioculturais mas com maior pujança a nossa militância pela cidadania activa e comprometida com o colectivo.

Não é menos verdade que muito ficou por realizar, engana-se quem pensar que foi pela ausência de engenharia humana, por falta de motivação do colectivo ou até por desinteresse e desnorte. Pelo contrário, foi necessário construir os alicerçes que sustentarão a nossa acção futura. Muitas vezes, é forçoso "reorganizar" as linhas de acção há muito programadas para que o futuro ambicionado seja uma realidade efectiva.

Na despedida do "ano velho" não posso deixar de assinalar o fortalecimento dos sentimentos de amizade, estima, respeito e consideração que nutro por pessoas que hoje tenho a certeza que estão no meu restrito circulo de amizades. É estimulante a partilha de conhecimentos, de opiniões convergentes e divergentes, de formas de estar na vida e não apenas de passar por ela. A distância não nos impede de partilhar o melhor da vida - a amizade e o respeito mútuo -, nem enfraquece a nossa capacidade crítica de reflectir sobre as questões da Animação Sociocultural, da cidadania e consequentemente da democracia.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O Natal


É costume trocarmos votos festivos com aqueles que nos são próximos: familiares, amigos, vizinhos e colegas. Estabelecemos uma relação de proximidade harmoniosa com os outros.

O Natal tem o poder de transformar os Homens e o seu quotidiano. Ele é como um tempo mágico, um tempo de tréguas nas batalhas que travamos quotidianamente numa tentativa de afirmação da nossa existência e na conquista de um lugar no pódio da vida social.

Vejo e procuro fazer da época natalícia um tempo contínuo de esperança, de alimento para as utopias que fortalecem os espíritos inquietos com os flagelos sociais sobre os quais temos responsabilidades enquanto cidadãos. Para mim, o Natal continua a ser sinónimo de valores caros à Humanidade: a paz, o humanismo, a solidariedade, a fraternidade; valores que se traduzem num compromisso pelo bem comum.

Votos sinceros de um Feliz e Santo Natal. Que a natividade do Menino Jesus seja para todos nós o (re)acender do humanismo e do compromisso de dádiva por causas transformadoras do mundo em que vivemos.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O Plano Gerontológico da Região Autónoma da Madeira

O Plano Gerontológico da RAM "Viver mais, Viver melhor" 2009 – 2013 é de acordo com a Secretaria Regional dos Assuntos Sociais um "... documento de orientação estratégica que, num quadro de referência, ensaia a definição de objectivos estratégicos e horizontes temporais, bem como define medidas que vão influenciar a adequação de um conjunto de respostas às necessidades das pessoas idosas para ainda enunciar metas e indicadores numa visão prospectiva de desenvolvimento táctico de maneira a construirmos modelos organizativos capazes de responder às novas realidades sociais que emergem."

Após uma leitura do Plano Gerontológico, entendo que o trabalho apresentado merece leituras interdisciplinares e de discussão dos possíveis contributos práticos que os diferentes profissionais oriundos das Ciências da Saúde, das Ciências Sociais e das Ciências da Educação poderão trazer para a gestão e concretização efectiva do Plano. As respostas sociais para com as pessoas idosas serão mais eficazes se envolverem os muitos profissionais do social, contrariando uma possível sobrevalorização de alguns em detrimento de outros técnicos com formação específica que também podem ser parte das respostas sociais e culturais das instituições públicas e privadas ao envelhecimento activo.

O Plano estabelece três grandes estratégias de intervenção: envelhecimento activo, dependências e segurança, capacitação e formação específica.

O envelhecimento activo implica uma participação contínua do idoso nas questões sociais, económicas, culturais, espirituais, cívicas e políticas da vida da e em comunidade. Ele (o envelhecimento) ... "é entendido como um processo de optimização de oportunidades nos domínios da saúde, da participação e da segurança, com o objectivo de prolongar a qualidade de vida das pessoas à medida que envelhecem".

Em matéria de capacitação e formação específica a envolvência activa dos idosos em actividades socioculturais ou através da formação contínua são um antídoto para a manutenção da vida activa, combatendo e retardando o aparecimento de doenças e incapacidades.

Das diversas medidas apresentadas no eixo de intervenção para o envelhecimento activo, destaque para o "apoio aos projectos e acções intergeracionais que incentivem a parceria, o intercâmbio e a valorização da pessoa idosa". A meta é envolver em projectos intergeracionais uma escola por concelho. Em resultado de um Estudo sobre os Idosos da RAM (1980) foi implementado um programa que entre outras medidas promoveu o ensino de adultos a idosos, tendo também sido desenvolvidas actividades de animação, de terapia ocupacional, entre outras medidas de carácter preventivo.

Já nos anos 90, da parceria entre o Centro Social e Paroquial da Encarnação, da Escola Básica e Secundária do Estreito de Câmara de Lobos e da Secretaria Regional de Educação foram criados pela primeira vez projectos intergeracionais na área escola e nos Clubes Intergerações nas Escolas Básicas e Secundárias do Estreito de Câmara de Lobos, no Galeão e no Funchal.

Outra medida estratégica daquele eixo, fundamenta-se no fomento/divulgação do turismo sénior, actividades culturais e de lazer e intercâmbios entre idosos. A medida proposta do turismo sénior vai de encontro ao defendido no Estudo Prospectivo dos Perfis Profissionais para o Reforço da Competitividade e Produtividade da Economia Regional (2007-2013) que aponta como oportunidades de futuro para a Região em matéria de saúde e bem-estar, maior exploração do potencial do turismo sénior associado a um conjunto de serviços de saúde, desportivos e de apoio pessoal à exigência de infra-estruturas, serviços e recursos humanos especializados.

O eixo de intervenção para as dependências e segurança aponta entre várias medidas, o reforço da rede de equipamentos sociais (Lares, Centros de Dia e Centros de Convívio) vocacionados para a pessoa idosa. Nestes equipamentos na RAM são desenvolvidas actividades sócio-recreativas, desportivas e culturais, manifestando-se já a consolidação de um trabalho intergeracional. Em matéria de equipamentos sociais colectivos, o Estudo Prospectivo defende a construção/reabilitação de equipamentos de convívio e de actividades lúdicas, culturais e recreativas, mas também a criação de empregos de proximidade com o intuito de uma gestão de actividades e de equipamentos colectivos privilegiados para a integração de grupos sociais desfavorecidos e marginalizados.

Uma outra medida é o desenvolvimento de um programa de formação para profissionais. Esta última medida é também apontada no eixo de intervenção para a capacitação e formação específica.

E porque vai de encontro às ideias apresentadas no Plano Gerontológico, sublinho duas intervenções estratégicas apontadas no Plano de Saúde 2004 - 2010 da Região Autónoma da Madeira: a "promoção da articulação interpessoal e intergeracional" e "dinamização de iniciativas de índole cultural que preparem o adulto para uma vida social satisfatória após o fim da actividade profissional".

Parece-me pertinente referir ainda que o Estudo Prospectivo dos Perfis Profissionais coloca a figura do Animador Sociocultural enquadrada em outras dinâmicas sectoriais, nomeadamente, no sector da Saúde e Serviços Sociais com competências em matéria de Animação e entretenimento para a saúde e bem-estar (serviços especializados, cuidados pessoais e de apoio à vida pessoal e familiar (serviços, processos e tecnologias).

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Experiência de Teatro Legislativo em Portugal

"A Ana acabou de entrar para o Ensino Superior. Precisa de bolsa para conseguir estudar, mas vai ser mais difícil do que pensava. Vendo a bolsa rejeitada, tenta fazer alguma coisa. Mas nem todos os colegas acham que valha a pena protestar, porque fica sempre tudo na mesma. Há professores que lhe fazem avisos sobre a sua impertinência. E a Reitoria apresenta-lhe soluções que não a convencem. Será que a única solução é contrair um empréstimo? Ou as coisas poderiam ser diferentes? Que obstáculos é que a Ana encontra? Que comportamentos e que leis ajudariam a que esta história tivesse um outro final? Se fosse possível mudar alguma coisa nesta história, o que mudarias?" (Sinopse da peça Estudantes por Empréstimo).

Esta é a história que fundamenta a primeira iniciativa de Teatro Legislativo em Portugal de acordo com José Soeiro, deputado do Bloco de Esquerda à Assembleia da República e mentor do projecto teatral Estudantes por Empréstimo. Esta é uma peça de teatro-fórum criada por um grupo de estudantes do Ensino Superior cujo desafio principal mais do que a participação de quem quiser aderir ao projecto é mudar o rumo à história, propor outras formas de agir a partir da história representada. É democratizar a política através do teatro.

De acordo com a informação disponibilizada sobre o projecto, os responsáveis pelo Estudantes por Empréstimo pretendem calendarizar um conjunto de apresentações e sessões de Teatro Legislativo em várias localidades. A etapa final deste projecto pioneiro em Portugal materializar-se-á com algumas das sugestões dos espectadores-actores transformadas em iniciativas legislativas (perguntas ao Governo, projectos de resolução, requerimentos ou projectos de lei) e com uma audição na Assembleia da República.

O Teatro Legislativo é a utilização da metodologia do Teatro do Oprimido com o intuito de mudar a Lei, porque o problema esta numa Lei ou num conjunto de Leis. As histórias concretas do quotidiano colectivo dos cidadãos é a sustentabilidade para a discussão e de provocação para o encontro de soluções que levem às alterações necessárias e justas da Lei; é um teste às formas de organização colectiva com a força necessária para provocar a mudança legislativa em função do bem comum.

O Teatro Legislativo humaniza a política, despoletando o debate a partir de uma história concreta. É um contributo muito válido que merece ser estimulado no sentido de proporcionar espaços descentralizados de discussão da política, dos problemas reais das pessoas e de promover o envolvimento activo dos seus protagonistas que são os cidadãos. É na promoção desta ideia que no fim de cada sessão de teatro-fórum, os espectadores-actores são convidados a apresentar sugestões, a tomarem parte activa na mudança que encontrará feedback nas iniciativas legislativas.

"O teatro político não é aquele que impinge soluções determinadas por outros, mas o que dá às pessoas o protagonismo de ensaiar e escolher as soluções que fazem sentido para a sua vida." (José Soeiro)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ciclo de Debates "Profissão e Profissionalização dos Animadores Socioculturais"

"Profissão e Profissionalização dos/as Animadores/as Socioculturais" é o tema que estará em discussão no ciclo de debates que a Delegação Regional da Madeira da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Sócio-Cultural (APDASC) promoverá em 2010. Esta iniciativa está integrada no ciclo de debates que acontecerá em território nacional promovido pela APDASC.

A Delegação Regional da Madeira da APDASC elegeu a FNAC Madeira como palco para a realização do ciclo de debates. A 13 de Março realizar-se-á o primeiro debate subordinado ao tema "Estatuto dos Animadores Socioculturais"; a 4 de Maio o tema em discussão será a "Formação em Animação Sociocultural em Portugal" e a 12 de Junho "Ética e Deontologia em Animação Sociocultural", tema que encerrará o ciclo de debates proposto para 2010.

Fazemos um apelo para uma participação activa dos Animadores da Madeira numa iniciativa que desejamos que se traduza num contributo válido para a discussão e concretização de acções futuras.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Massa Crítica

As minhas vivências quotidianas estão intimamente ligadas a um contínuo processo de socialização cada vez mais experienciado nas práticas profissionais que pessoalmente, defendo que devem ser progressivas em domínios de intervenção diversificados, mas, complementares entre si. É na experimentação das ideias, no confronto do debate que é possível descobrir novos âmbitos de investigação/intervenção e descontruir discursos que carecem de modernidade conceptual. Este objectivo que deve ser central à acção dos agentes da sociocultura exige o que as minhas suspeitas têm vindo a confirmar: ausência de uma massa crítica capaz de exercitar a cidadania com vigor de carácter, criatividade de pensamento e de acção face às realidades socioculturais da sociedade em que vivemos.

Infelizmente, muitos de nós vive para o imediato, centrado no seu mundo, vivendo como ilhas, sem a determinação necessária de contribuir para a desconstrução de paradigmas que precisam de renovação experiencial e de vivência comunitária em favor do bem comum. Uma atitude que passa pela fermentação de massa crítica capaz de trazer inovação e renovação aos grupos de pertença, especialmente, aos grupos socioprofissionais.

É urgente que se transforme a passividade fomentada na descrença dos valores, do humanismo, do espírito implusionador de acções fortalecedoras da sociedade civil em mecanismos capazes de gerar dinâmicas sociais e culturais comunitárias empreendedoras de uma nova política de convivência colectiva. Cada um de nós tem a obrigação de contribuir positivamente para o bem-estar colectivo, para os processos criativos de Animação Comunitária; até de reinventar a cidadania activa no grupo de pertença. É esta ideia de cidadania que precisa de massa crítica que incomode os interesses de alguns e contribua de forma civilizada para a afirmação identitária de muitos.

Entendo que os Animadores têm a obrigação ética de implusionar a formação de massa crítica através da concretização de programas e projectos de Animação Sociocultural. Não aceito que a passividade e a resignação perante as contradições da vida sejam palavras de ordem, pelo contrário... Para mim, a utopia continua a ser palavra de ordem.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Curso de Formação "Organização e Animação dos Campos e Colónias de Férias"

A Associação UPAJE em parceria com a Escola Superior de Educação de Coimbra promoverão o Curso de Formação de Animadores/as de Campos de Férias, a iniciativa que está integrada na cadeira de Organização e Animação de Campos e Colónias de Férias do Curso de Animação Socioeducativa daquela Escola Superior de Educação, decorrerá entre os dias 3 e 8 de Dezembro de 2009, com um dia de reunião de preparação em Alfragide, a 28 de Novembro. A formação terá lugar no Centro de Férias e Actividades da UPAJE, em Vila Nova do Ceira, Góis (Coimbra).

O curso tem como objectivos: perceber o potencial dos campos de férias como potencial recurso pedagógico, enquanto parte de uma actividade educativa permanente; aperceber-se do percurso histórico e do lugar que as actividades de tempos livres e lazer ocupam na sociedade; associar aos campos e colónias de férias, uma dinâmica própria de funcionamento; perceber a relação existente entre projecto de trabalho e programa de actividades; analisar sob os seus diversos aspectos, a relação da equipa com a colónia/ campo de férias como um todo; entre outros objectivos.

A Coordenação do curso estará à responsabilidade dos docentes do Curso de Animação Socioeducativa da Escola Superior de Educação de Coimbra que leccionarão os conteúdos programáticos de acordo com a seguinte estrutura curricular:

1. O Enquadramento social e histórico das colónias e campos de férias;
2. Os campos e colónias de férias como importantes contextos socioeducativos;
3. Tipologias de actividades;
4. Técnicas e recursos educativos;
5. Elaboração de programas educativos;
6. A vida quotidiana do animador no Campo de Férias – papel e funções;
7. Dinâmica de Grupos;
8. A preparação, organização, dinamização e orientação do grupo;
9. Dispositivos pedagógicos geradores da co-responsabilização, autonomia e autogestão.
10. Prevenção e segurança nas actividades

Para mais informações e inscrições, clique aqui.