O Fórum FNAC Madeira foi uma vez mais o espaço eleito para a realização do debate sobre a "Formação em Animação Sociocultural", iniciativa que acontece a nível nacional, e que na Madeira foi organizada pela Delegação Regional da APDASC, no passado dia 22 de Maio.
Há semelhança do debate anterior, dessa feita, um tema nada pacífico - o "Estatuto do Animador" -, foi intenção da organização sentar à mesa do debate para reflectir sobre a formação dos Animadores, docentes dos cursos de Animação Sociocultural dos ensinos técnico-profissional e superior com o objectivo de a partir de uma perspectiva holística discutir um tema que merece ser reflectido com a singularidade que o exige, sem negligenciar a dimensão plural de afirmação das suas potencialidades, provocando o questionamento sobre as particularidades da formação em Animação Sociocultural.
Este foi um debate onde se procurou reflectir com os Animadores as muitas ofertas formativas em Animação; discutir os diferentes planos de estudos ao nível das mais valias para uma formação integral do Animador Sociocultural. A formação do Animador deve contemplar um plano de estudos interdisciplinares, proporcionando-lhe uma formação eclética, capaz de munir os futuros agentes socioculturais de um conjunto de saberes disciplinares que são o resultado da confluência e contributo de diferentes áreas disciplinares; de técnicas de investigação e intervenção social, bem como, de uma formação em "humanidade" que dote os Animadores de uma vontade e necessidade de conhecer e trabalhar com o outro.
Na nossa opinião a formação académica que confere aos formandos o grau de licenciado em Animação Sociocultural; Animação Socioeducativa, Educação Comunitária e Intervenção Sociocultural entre outras nomenclaturas são sinónimo de uma dispersão que em nada beneficia os Animadores. Defendemos uma unificação das diferentes nomenclaturas, medida que em nada prejudicará a identidade dos Animadores e as particularidades dos diferentes planos de estudos ao nível do 1º Ciclo de acordo com o Processo de Bolonha. O plano de estudos do 2º Ciclo pode e deverá oferecer uma panóplia de especializações no âmbito da Animação em comunhão com outras áreas disciplinares. Em bom tempo o Ministério da Educação legislou sobre esta matéria relativamente aos cursos técnico-profissionais, uniformizando em uma única nomenclatura as muitas designações que acompanhavam o "Animador Sociocultural/Assistente...".
Curiosamente, houve manifestações de vontade para que haja um plano de formação de curta duração no âmbito da Animação Sociocultural. Esta é uma ideia já equacionada no sentido de oferecer aos Animadores da Região Autónoma da Madeira uma formação complementar à sua formação académica de base, proporcionando a estes agentes estratégias complementares no desenvolvimento da suas actividades profissional e voluntária.
O primeiro blog de animação sociocultural na Região Autónoma da Madeira
quinta-feira, 27 de maio de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Desafios permanentes, que respostas?
Há muito tempo que falamos da necessidade de afirmação da profissão do Animador, paralelamente, à emergência da sua identidade; maior participação na discussão colectiva sobre as questões centrais da Animação Sociocultural e dos Animadores, e também do necessário posicionamento relativo à criação do auto-emprego. Considero que estes são desafios permanentes face aos quais os Animadores Socioculturais têm que ter uma posição pro-activa sustentada em respostas criativas. Não significa que eu esteja integralmente de acordo com a fórmula por alguns apresentada para alcançar tais objectivos, ou que o caminho apresentado seja o mais coerente.
A dignificação da profissão do Animador Sociocultural é uma tarefa exigente ao nível da afirmação do conceito da Animação Sociocultural e das suas práticas culturais, cívicas, sociais e educativas no exercício da profissão, mas, é um passo impriscindível para a construção da identidade do Animador. A identidade não é conquistada através de um decreto legislativo, nem pela aprovação do Estatuto do Animador, antes, é construída pelas práticas sustentadas e responsáveis dos seus agentes, os Animadores. O mercado de trabalho oferece muitos obstáculos e por vezes labirínticos. Perante cenários menos optimistas é preciso que impere uma consciência colectiva de mudança social, de maior vontade na afirmação do papel da Animação Sociocultural com as comunidades e os territórios.
Há que abandonar premissas construídas em fundamentos que hoje são ilusões e atitudes saudosistas de um discurso que prevaleceu durante anos e que talvez fosse adequado à realidade socioeconomica e financeira do país. Falo da ideia que continuamos a querer que prevaleça, o auto-emprego. Perante a actual situação difícil do país e consequentemente dos mercados, não podemos apelar a uma ilusão que poderá alimentar o espírito empreendedor dos Animadores Socioculturais. Talvez sejam um convite para um destino indesejado.
Tenho defendido em diversos fóruns a ideia, discutível, dos Animadores Socioculturais criarem necessidades/oportunidades nas instituições ondem excercem funções na qualidade de voluntários, estagiários ou contratados, no sentido dessas entidades contratarem Animadores para os quadros técnicos, com o objectivo de responderem de forma efectiva às realidades comunitárias. Não defendo contratações massivas na Administração Regional e Local. O emprego na Administração Pública sinónimo de emprego para a vida, já não existe. Os Animadores têm que assumir definitivamente um papel de provocadores de mudança, de fabricantes de necessidades institucionais, demonstrando aos potenciais empregadores a importância e necessária contratação de técnicos de Animação Sociocultural, independentemente, da sua categoria profissional.
Apelo à consciencialização da importância do exercício que os Animadores têm na promoção do bem comum e da relação de proximidade com o outro, numa perspectiva de contributo para a empregabilidade, de entreajuda e de dignificação da profissão e construção colectiva de uma identidade tão necessária como o pão para a boca. Estes factores de relação comunitária poderão ser construídos a partir das acções quotidianas dos Animadores. É preciso acreditar e trabalhar no sentido da mudança de atitudes.
A dignificação da profissão do Animador Sociocultural é uma tarefa exigente ao nível da afirmação do conceito da Animação Sociocultural e das suas práticas culturais, cívicas, sociais e educativas no exercício da profissão, mas, é um passo impriscindível para a construção da identidade do Animador. A identidade não é conquistada através de um decreto legislativo, nem pela aprovação do Estatuto do Animador, antes, é construída pelas práticas sustentadas e responsáveis dos seus agentes, os Animadores. O mercado de trabalho oferece muitos obstáculos e por vezes labirínticos. Perante cenários menos optimistas é preciso que impere uma consciência colectiva de mudança social, de maior vontade na afirmação do papel da Animação Sociocultural com as comunidades e os territórios.
Há que abandonar premissas construídas em fundamentos que hoje são ilusões e atitudes saudosistas de um discurso que prevaleceu durante anos e que talvez fosse adequado à realidade socioeconomica e financeira do país. Falo da ideia que continuamos a querer que prevaleça, o auto-emprego. Perante a actual situação difícil do país e consequentemente dos mercados, não podemos apelar a uma ilusão que poderá alimentar o espírito empreendedor dos Animadores Socioculturais. Talvez sejam um convite para um destino indesejado.
Tenho defendido em diversos fóruns a ideia, discutível, dos Animadores Socioculturais criarem necessidades/oportunidades nas instituições ondem excercem funções na qualidade de voluntários, estagiários ou contratados, no sentido dessas entidades contratarem Animadores para os quadros técnicos, com o objectivo de responderem de forma efectiva às realidades comunitárias. Não defendo contratações massivas na Administração Regional e Local. O emprego na Administração Pública sinónimo de emprego para a vida, já não existe. Os Animadores têm que assumir definitivamente um papel de provocadores de mudança, de fabricantes de necessidades institucionais, demonstrando aos potenciais empregadores a importância e necessária contratação de técnicos de Animação Sociocultural, independentemente, da sua categoria profissional.
Apelo à consciencialização da importância do exercício que os Animadores têm na promoção do bem comum e da relação de proximidade com o outro, numa perspectiva de contributo para a empregabilidade, de entreajuda e de dignificação da profissão e construção colectiva de uma identidade tão necessária como o pão para a boca. Estes factores de relação comunitária poderão ser construídos a partir das acções quotidianas dos Animadores. É preciso acreditar e trabalhar no sentido da mudança de atitudes.
domingo, 16 de maio de 2010
Encontro Animação Sociocultural

"O Perfil, a Profissão e os Estatutos do Animador" são o tema do Encontro de Animação Sociocultural que terá lugar no dia 18 de Maio próximo, no Auditório da Escola Superior de Educação de Portalegre (ESEP)/Instituto Politécnico de Portalegre.
Esta é uma iniciativa organizada pelos alunos do 3º ano do curso de Animação Sociocultural da ESEP e pela direcção do curso.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Conferência/Debate "Formação em Animação Sociocultural"
A "Formação em Animação Sociocultural" é o tema do próximo debate que terá lugar no dia 22 de Maio, pelas 18h, na FNAC Madeira. Os convidados para o debate são a Prof. Doutora Ana Lavado, coordenadora da licenciatura em Animação Sociocultural da Escola Superior de Educação de Beja/ Instituto Politécnico de Beja, e o Prof. Carlos Aveiro, coordenador do curso técnico-profissional de Animação Sociocultural da Escola Profissional Atlântico.
Este debate é o segundo do ciclo de debates "Profissão e a Profissionalização dos/as Animadores/as" organizado a nível nacional pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Sócio-Cultural (APDASC), iniciativa à qual a Delegação Regional da Madeira da APDASC associou-se desde a primeira hora, promovendo também na Região Autónoma da Madeira o ciclo de debates à semelhança da direcção nacional.
É nosso objectivo reunir os Animadores insulares independentemente da sua formação (técnico-profissional e/ou superior) e com eles reflectir de forma participativa, aberta e democrática na promoção de um debate de ideias plural com sentido crítico, a partir do qual possamos orientar a nossa acção em prol do bem comum, entenda-se esta ideia como uma formação académica que contribua activamente para a futura carreira profissional dos Animadores.
Este debate é o segundo do ciclo de debates "Profissão e a Profissionalização dos/as Animadores/as" organizado a nível nacional pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Sócio-Cultural (APDASC), iniciativa à qual a Delegação Regional da Madeira da APDASC associou-se desde a primeira hora, promovendo também na Região Autónoma da Madeira o ciclo de debates à semelhança da direcção nacional.
É nosso objectivo reunir os Animadores insulares independentemente da sua formação (técnico-profissional e/ou superior) e com eles reflectir de forma participativa, aberta e democrática na promoção de um debate de ideias plural com sentido crítico, a partir do qual possamos orientar a nossa acção em prol do bem comum, entenda-se esta ideia como uma formação académica que contribua activamente para a futura carreira profissional dos Animadores.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
"Caminhos da Animação"
Apraz-me escrever sobre o Colóquio "Caminhos da Animação", uma iniciativa do curso de Animação Sociocultural da Escola Superior de Educação de Beja (ESEB)/Instituto Politécnico de Beja (IPB) que ao longo das sete edições, tem marcado a discussão/reflexão sobre a Animação Sociocultural e a emergência de novos âmbitos de intervenção desde a perspectiva da Animação. A VII edição marca a apresentação oficial de três novos organismos associativos: o Nodo RIA Portugal que terá a sua sede na ESEB/IPB, da Associação Insular de Animação Sociocultural - AIASC e da Rede Anim@te.
O Colóquio "Caminhos da Animação" reveste-se de importância acrescida para a dinamização do curso de Animação da ESEB, sem nunca perder a sua componente técnico-científica que os seus responsáveis continuam a associar-lhe e bem. Uma palavra de apreço ao corpo docente e discente pela forma responsável, inteligente e criativa com que organizam o Colóquio "Caminhos de Animação", um espaço privilegiado para reflectir sobre as práticas da Animação Sociocultural. Os organizadores do colóquio aliaram de forma inteligente a teoria à prática, possibilitando a todos os participantes uma comunhão sobre os possíveis e emergentes âmbitos de intervenção no exercício profissional do Animador Sociocultural.
Por fim, um apontamento sobre o plano de estudos da licenciatura em Animação Sociocultural da Escola Superior de Educação de Beja. Este plano congrega matérias disciplinares de natureza técnico-científica e teórico-prática capazes de responderem a uma formação especializada de forma equilibrada e evolucionista, proporcionando aos futuros Animadores Socioculturais um conjunto de saberes-fazeres necessários à sua prática profissional. O plano de estudos oferecido revela uma preocupação permanente na dignificação formativa dos Animadores, procurando dar respostas às necessidades socioculturais das comunidades do século XXI. É um sinal claro de acompanhamento dos novos tempos.
O Colóquio "Caminhos da Animação" reveste-se de importância acrescida para a dinamização do curso de Animação da ESEB, sem nunca perder a sua componente técnico-científica que os seus responsáveis continuam a associar-lhe e bem. Uma palavra de apreço ao corpo docente e discente pela forma responsável, inteligente e criativa com que organizam o Colóquio "Caminhos de Animação", um espaço privilegiado para reflectir sobre as práticas da Animação Sociocultural. Os organizadores do colóquio aliaram de forma inteligente a teoria à prática, possibilitando a todos os participantes uma comunhão sobre os possíveis e emergentes âmbitos de intervenção no exercício profissional do Animador Sociocultural.
Por fim, um apontamento sobre o plano de estudos da licenciatura em Animação Sociocultural da Escola Superior de Educação de Beja. Este plano congrega matérias disciplinares de natureza técnico-científica e teórico-prática capazes de responderem a uma formação especializada de forma equilibrada e evolucionista, proporcionando aos futuros Animadores Socioculturais um conjunto de saberes-fazeres necessários à sua prática profissional. O plano de estudos oferecido revela uma preocupação permanente na dignificação formativa dos Animadores, procurando dar respostas às necessidades socioculturais das comunidades do século XXI. É um sinal claro de acompanhamento dos novos tempos.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
A Animação do Turismo em Espaço Rural
A Animação Turística no contexto do turismo em espaço rural carece de um projecto global de desenvolvimento integrado, equilibrado e participado por todos os actores que protagonizam este nicho de mercado turístico. A promoção turística em espaço rural tem que ser uma aposta diversificada e inteligente, com o objectivo de dinamizar um mercado que exige projectos de Animação Turística de qualidade, cujo sucesso é selado pelo trabalho em rede com as autarquias, os agentes socioculturais e de forma mais directa e responsável entre as unidades de turismo em espaço rural.
A Animação Turística deve ser percepcionada por todos como um conjunto de acções e técnicas direccionadas a motivar, promover e facilitar uma maior e eficaz participação activa dos turistas no desfrute do seu tempo livre (tempo de férias). Ela pode contribuir para o desenvolvimento local numa dimensão económica, social, cultural e ambiental. Um desenvolvimento mediado pelo relacionamento dos turistas com as gentes e com o seu património cultural material e imaterial; uma integração sociocultural activa transformadora do tempo livre em ócio activo.
Não basta oferecer uma pequena unidade hoteleira, resultado da recuperação do património arquitectónico. Há que inovar na forma como se defende as políticas de Animação Turística em espaço rural. É preciso conceber um plano promocional do turismo rural com parceiros públicos e privados. As pequenas e micro empresas locais podem e devem ter um papel activo e de co-responsabilidade no desenvolvimento turístico local, elas são parceiras privilegiadas. Um plano de Animação Turística em espaço rural deve contemplar a recuperação e fomento do artesanato rural, da gastronomia e da cozinha tradicional; a promoção de iniciativas que valorizem a história, a cultura e os patrimónios locais, actividades dinamizadoras da economia local e regional através da criação de emprego. As iniciativas decorrentes da actividade turística não se esgotam aqui, elas dependem da capacidade de inovação e criatividade dos seus protagonistas.
A Animação Turística em espaço rural tem que ser o epicentro da promoção de projectos e actividades a partir das iniciativas locais, possibilitando à população que seja gestora e protagonista de projectos de Animação facilitando desta forma a reanimação dos territórios rurais e das suas populações, numa perspectiva solidária de contributo para o desenvolvimento endógeno integral, valorizador das identidades culturais e da promoção da cultura local no mundo global.
A Animação Turística deve ser percepcionada por todos como um conjunto de acções e técnicas direccionadas a motivar, promover e facilitar uma maior e eficaz participação activa dos turistas no desfrute do seu tempo livre (tempo de férias). Ela pode contribuir para o desenvolvimento local numa dimensão económica, social, cultural e ambiental. Um desenvolvimento mediado pelo relacionamento dos turistas com as gentes e com o seu património cultural material e imaterial; uma integração sociocultural activa transformadora do tempo livre em ócio activo.
Não basta oferecer uma pequena unidade hoteleira, resultado da recuperação do património arquitectónico. Há que inovar na forma como se defende as políticas de Animação Turística em espaço rural. É preciso conceber um plano promocional do turismo rural com parceiros públicos e privados. As pequenas e micro empresas locais podem e devem ter um papel activo e de co-responsabilidade no desenvolvimento turístico local, elas são parceiras privilegiadas. Um plano de Animação Turística em espaço rural deve contemplar a recuperação e fomento do artesanato rural, da gastronomia e da cozinha tradicional; a promoção de iniciativas que valorizem a história, a cultura e os patrimónios locais, actividades dinamizadoras da economia local e regional através da criação de emprego. As iniciativas decorrentes da actividade turística não se esgotam aqui, elas dependem da capacidade de inovação e criatividade dos seus protagonistas.
A Animação Turística em espaço rural tem que ser o epicentro da promoção de projectos e actividades a partir das iniciativas locais, possibilitando à população que seja gestora e protagonista de projectos de Animação facilitando desta forma a reanimação dos territórios rurais e das suas populações, numa perspectiva solidária de contributo para o desenvolvimento endógeno integral, valorizador das identidades culturais e da promoção da cultura local no mundo global.
domingo, 18 de abril de 2010
VII Colóquio "Caminhos da Animação"
Decorrerá na Cidade de Beja, nos dias 4 e 5 de Maio, o VII Colóquio "Caminhos da Animação", iniciativa organizada pela Comissão Técnico-Científica e Pedagógica do Curso de Animação Sociocultural da Escola Superior de Educação de Beja e pelos alunos do respectivo curso. Paralelamente a esta iniciativa, realiza-se até Julho as IV Jornadas de Animação, também sob a égide dos alunos do curso de Animação.
Está a decorrer a fase de inscrições. Elas podem ser feitas através dos seguintes contactos:
Telm. 917357288 ou por e-mail: alavado@ipbeja.pt
quarta-feira, 14 de abril de 2010
"Em breve é o turismo que vai dever tudo à cultura"
"Em breve é o turismo que vai dever tudo à cultura". Esta é uma afirmação de Isabel Canavilhas, Ministra da Cultura, em entrevista à Revista Única do Semanário Expresso.
O turismo cultural é um nicho de desenvolvimento económico, social e cultural que exige um compromisso de envolvência activa das populações locais. Assumir o turismo cultural como alavanca promotora da economia local, de afirmação das identidades e de dinamização sociocultural de um território específico é um desígnio que exige sensibilidade política e empresarial com a identidade cultural comunitária e com os patrimónios das gentes. É uma tarefa que não pode ser arquitectada levianamente. As populações devem ser convocadas a participar, serem protagonistas do desenvolvimento social e económico comunitários.
Urge olhar para a cultura, enquanto, um recurso económico sustentável e alternativo aos grandes projectos turísticos transformadores das particularidades locais em lugares comuns e artificiais, percepcionando o turismo cultural como uma mais valia para o desenvolvimento local e factor dinamizador de um processo de economia solidária.
Os governos locais e regionais devem desenhar um plano estratégico de desenvolvimento cultural partindo de uma matriz em que o turismo e a cultura sejam elementos chave na dignificação e afirmação dos territórios e das suas gentes. Não podemos menorizar o papel transversal que a acção cultural no campo do património cultural material e imaterial pode ter como promotora de um modelo de desenvolvimento global partindo das especificidades do local.
O turismo cultural é um nicho de desenvolvimento económico, social e cultural que exige um compromisso de envolvência activa das populações locais. Assumir o turismo cultural como alavanca promotora da economia local, de afirmação das identidades e de dinamização sociocultural de um território específico é um desígnio que exige sensibilidade política e empresarial com a identidade cultural comunitária e com os patrimónios das gentes. É uma tarefa que não pode ser arquitectada levianamente. As populações devem ser convocadas a participar, serem protagonistas do desenvolvimento social e económico comunitários.
Urge olhar para a cultura, enquanto, um recurso económico sustentável e alternativo aos grandes projectos turísticos transformadores das particularidades locais em lugares comuns e artificiais, percepcionando o turismo cultural como uma mais valia para o desenvolvimento local e factor dinamizador de um processo de economia solidária.
Os governos locais e regionais devem desenhar um plano estratégico de desenvolvimento cultural partindo de uma matriz em que o turismo e a cultura sejam elementos chave na dignificação e afirmação dos territórios e das suas gentes. Não podemos menorizar o papel transversal que a acção cultural no campo do património cultural material e imaterial pode ter como promotora de um modelo de desenvolvimento global partindo das especificidades do local.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Novo número da Animador Sociocultural: Revista Iberoamericana
Está disponível o novo número da Animador Sociocultural: Revista Iberoamericana, uma publicação periódica da Rede Iberoamericana de Animação Sociocultural (RIA).
Este número reune um conjunto significativo de trabalhos de investigação e experiências no âmbito da cidadania activa, da participação, da democracia, âmbitos que se fundem com a Animação Sociocultural.
Para aceder à revista, clique aqui.
Este número reune um conjunto significativo de trabalhos de investigação e experiências no âmbito da cidadania activa, da participação, da democracia, âmbitos que se fundem com a Animação Sociocultural.
Para aceder à revista, clique aqui.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Encontro Europeu de Jovens Animadores e Técnicos de Apoio Psicossocial
Gerar uma plataforma de discussão e de divulgação da Animação SocioCultural e Educativa (ASCE) no contexto europeu, bem como, devolver o protagonismo às dezenas de projectos de ASCE do norte do país, é o objectivo da Plataforma de Animadores SocioCulturais e Educativos (PASEC) que em parceria com a Câmara Municipal de Famalicão e a Rede Europeia de Grupos informais entre outras entidades parceiras, organiza entre os dias 8 e 11 de Abril, o Encontro Europeu de Jovens Animadores e Técnicos de Apoio Psicossocial em Vila Nova de Famalicão.A metodologia de trabalho prevê um fórum sobre os projectos de ASCE desenvolvidos em Portugal e na Europa com o suporte de uma exposição e feira dos projectos; workshop’s abertos à comunidade; um programa de formação específico a decorrer durante os dias do certame para os animadores envolvidos; colóquios específicos sobre ASCE dinamizados por alguns dos jovens animadores e técnicos de apoio psicossocial e um espectáculo que leve à cena parte do trabalho de Animação Artística desenvolvido pelos parceiros envolvidos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)