terça-feira, 28 de julho de 2009

Vagas para os cursos de Animação no ano lectivo 2009/2010

A Direcção-Geral do Ensino Superior disponibilizou on-line, uma base de dados, relativa aos cursos que admitem candidatos para o ano lectivo 2009/2010, no Ensino Superior Público Privado. Centraremos a nossa análise na oferta disponibilizada para o curso superior de Animação (grau de licenciatura - 1º Ciclo).

A oferta formativa continua a ser caracterizada por uma multiplicidade de cursos de Animação com diferentes nomenclaturas, um propósito que parece contribuir para a identidade da instituição de ensino que leccionará o curso. De salientar que estas instituições iniciarão um projecto de formação académica, com objectivos e saídas profissionais semelhantes, mas, com planos de estudos diferentes, à semelhança do que acontece com a nomenclatura. As centenas de pessoas que no fim de cadaanolectivo ingressa nomercado de trabalho, independentemente dos percursos académicos ditados por caprichos e outros males institucionais, terão algo em comum: a prática profissional.

Aqui fica uma relação da oferta formativa para os cursos de Animação/ número de vagas para o anolectivo 2009/2010.

- Animação Cultural oferece 90 vagas;

- Animação Cultural e Educação Comunitária disponibiliza 25 vagas;

- Animação e Intervenção Sociocultural disponibliza 35 vagas;

- Animação e Produção Artística oferece 23 vagas;

- Animação e Produção Cultural (sem indicação de vagas);

- Animação Sociocultural com 165 vagas (exceptuando as vagas não divulgadas para três estabelecimentos de ensino);

- Animação Sociocultural (regime pós-laboral) com 25 vagas;

- Animação Socioeducativa com 40 vagas;

- Animação Socioeducativa (regime pós-laboral) disponibiliza 25vagas;

- Animação Turística com 25 vagas.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

III Congresso Iberoamericano de Animação Sociocultural

Realiza-se na Cidade de Buenos Aires, na Argentina, entre os dias 7 e 10 de Outubro de 2010, o III Congresso Iberoamericano de Animação Sociocultural "Enfoques, Prácticas y Perspectivas en Animación Sociocultural". A organização do congresso é da responsabilidade da Rede Iberoamericana de Animação Sociocultural (RIA), através do Nodo Argentina.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Novo número da Revista Quaderns d' Animació

Já está online o número 10, da Revista Quaderns d' Animació i Educació Social da responsabilidade editorial do Prof. Mario Viché. Esta publicação periódica é uma referência no domínio da Animação Sociocultural, e de leitura "obrigatória" para os Animadores e Educadores.

O número actual aborda uma multiplicidade de temas susceptíveis de leituras e práticas desde a perspectiva metodológica da Animação Sociocultural.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Curso de Aprendizagem em Animação Sociocultural

A Portaria n.º 1497/2008, estabelece o regime dos cursos de aprendizagem. Estes são uma das modalidades de formação de dupla certificação, que conferem o nível 3 de formação profissional e a habilitação escolar de nível secundário (12º ano). Esta nova modalidade formativa visa os jovens até os 25 anos de idade, contribuindo para a sua empregabilidade de acordo com as necessidades do mercado de trabalho; também possibilita a sua progressão escolar e profissional, visto que privilegia o prosseguimento de estudos.

Esta nova modalidade formativa está enquadrada no referencial de competências e de formação do Catálogo Nacional de Qualificações. O curso de aprendizagem em Animação Sociocultural está integrado na área de formação, 762 - Trabalho Social e Orientação, com o intinerário de formação em Animação Sociocultural. Na Classificação Nacional das Áreas de Educação e Formação, actualizada pela Portaria n.º 256/2005, a área de formação 762, tem correspondência com o Serviço Social.

A legislação define que os formadores das componentes sociocultural e científica do curso devem possuir habilitação em conformidade com o domínio de formação em que exercerão a docência. Infelizmente o legislador omitiu a necessidade da premissa anterior, ter obrigatoriedade para a componente tecnológica. É nesta que está integrada as unidades de formação directamente ligadas à Animação Sociocultural; razão que entendo ter força necessária para estar salvaguardada por legislação específica aplicável aos Animadores e à Animação Sociocultural.

Estamos perante a duplicação distorcida da oferta patrocinada pelo Catálogo Nacional de Qualificações, que para a qualificação em Animação Sociocultural oferece a mesma habilitação escolar e profissional, que o curso de aprendizagem; exceptuando o facto do limite de idade dos candidatos ser de 25 anos. Um erro metodológico que se traduzirá na formação profissional dos formandos, é o facto do plano de estudos do curso de Animação Sociocultural apresentado no Catálogo Nacional, distorcer no conteúdo do plano oferecido pelo curso de aprendizagem. Qual o formando que entra no mercado de trabalho com formação mais adequada para desenvolver um conjunto de iniciativas sustentáveis do ponto de vista da intervenção comunitária face às realidades sociais e culturais? Não será mais inteligente uniformizar as unidades de formação?

terça-feira, 7 de julho de 2009

Prémio Iberoamericano de Investigação e Acção em Animação Sociocultural

A Rede Iberoamericana de Animação Sociocultural (RIA) com o patrocínio da Consejería de los Jóvenes y del Deporte de la Junta de Extremadura, com o apoio da Editorial CCS, Obras Socioculturales de Caja Duero e Caja Laboral, e com a colaboração científica e académica da Sociedade Iberoamericana de Pedagogia Social (SIPS) lançou o Prémio Iberoamericano de Investigação e Acção em Animação Sociocultural que tem como objectivo promover o reconhecimento, a difusão e a inovação das metodologias e práticas que tomam como referência a Animação Sociocultural no contexto iberoamericano. Paralelamente, o prémio visa patrocinar a publicação de investigações que contribuam para a melhoria dos fundamentos teóricos e aplicados à formação e profissionalização dos indivíduos que participam quotidianamente nas iniciativas e programas. A este prémio podem concorrer investigadores, Animadores e demais entidades, como autores individuais ou colectivos, com uma obra ou iniciativa.

A referência à Animação Sociocultural, às suas teorias e práticas, assim como a qualquer âmbito temático em que se concretize os programas e actuações do trabalho, é um dos requisitos exigidos pelo regulamento. Os trabalhos podem ser apresentados em qualquer uma das línguas ofíciais da América Latina, de Espanha e Portugal. O mesmo se aplica ao espaço geográfico dos trabalhos.
Alinhar à esquerda

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Colaborações para o próximo número da revista "Práticas de Animação"

O próximo número da revista "Práticas de Animação", um periódico editado pela Delegação Regional da Madeira da APDASC, será publicada em Novembro de 2009. A partir do próximo número, a revista contará com o apoio da Rede Iberoamericana de Animação Sociocultural (RIA), facto que nos deixa satisfeitos, mas, aumenta a nossa responsabilidade. Outra novidade é a possibilidade deste periódico passar a ser co-editado pelo NODO RIA Portugal.

A "Práticas de Animação" pretende ser uma revista "eclética", cujo objectivo visa reunir um amplo conjunto de reflexões teórico-práticas que se cruzam com a matriz da Animação Sociocultural. Este é um projecto que implica dinâmica colectiva e participação entusiasta de todos.

As colaborações para o próximo número, podem ser enviadas até 31 de Outubro próximo, para revistapraticasdeanimacao@gmail.com ou del.madeira@apdasc.com

terça-feira, 30 de junho de 2009

Oferta de Emprego - Município de Beja

Foi publicado ontem, em Diário da República, 2ª série - n.º 123 - de 29 de Junho, a abertura de concurso para a contratação de um técnico superior de Animação Sociocultural (possuidor de uma licenciatura na área da Animação Sociocultural), para exercer funções no Município de Beja.

A formalização da candidatura deverá ser feita mediante o preenchimento de um formulário, o qual poderá ser obtido na Divisão de Recursos Humanos ou na página electrónica do município (www.cm-beja.pt). O documento deverá ser entregue pessoalmente na referida Divisão ou remetido pelo correio, em carta registada, com aviso de recepção e endereçado à Câmara Municipal de Beja. As candidaturas estão abertas nos próximos 10 dias.


quarta-feira, 24 de junho de 2009

A empregabilidade dos Animadores Socioculturais

É com reserva que abordo a empregabilidade dos Animadores Socioculturais, melhor, a sua não empregabilidade na área de formação. Na verdade, vivemos um período conturbado paras as economias mundiais, e a nossa não é excepção, antes pelo contrário, está entre as mais frágeis. Um cenário pouco animador, mesmo para os mais optimistas. A realidade social e económica que Portugal está a viver, é geradora de um mal-estar colectivo de consequências difusas.

Tenho acompanhado com preocupação a situação profissional de alguns jovens Animadores licenciados, que felizmente, continuam a acreditar que haverá uma oportunidade de empregabilidade, na esperança de poderem pôr em prática no terreno com as comunidades locais, as metodologias de projecto, as dinâmicas de grupo e demais processos de intervenção numa perspectiva de Animação Sociocultural.

O programa de estágios profissionais, agora com a duração de 12 meses, financiado na integra pelo Instituto de Emprego ou em parte, de acordo com a designação social das entidades candidatas, é um instrumento valioso e necessário para a integração profissional de centenas de jovens Animadores no mundo laboral. É o início da concretização do sonho... E no fim do estágio?

As instituições que acolhem os Animadores Socioculturais ao abrigo daquele programa de apoio ao 1º emprego, não se podem alienar do exercício de uma política de responsabilidade social clara e precisa, para com os candidatos ao estágio profissional. Quero com isto dizer, que importa exercer pelos devidos meios, um canal de cooperação com outros parceiros sociais no sentido de assegurar a continuidade do Animador Sociocultural na instituição, mantendo sempre um diálogo verdadeiro com o estagiário, para não continuarmos a assistir ao descartar sistemático dos Animadores Socioculturais, no fim do período de estágio.

Os Animadores são percepcionados como uma mais valia para o trabalho social, cultural e/ou educativo que a entidade desenvolve com a comunidade. Eles possuem a "bagagem" teórico-prática necessária para o desenho e desenvolvimento de projectos de intervenção sustentados na leitura da realidade social. Um recurso humano necessário no campo da intervenção sociocultural. Casos há, em que os Animadores assumem funções em regime de voluntariado, pois, o orçamento não contempla o profissional licenciado em Animação Sociocultural.

Esta é uma realidade que exige uma discussão pública, com o assumir de responsabilidades sociais e políticas na defesa dos interesses socioprofissionais dos Animadores Socioculturais (técnico-profissionais e licenciados), mas, com um trabalho mais incisivo, pedagógico e cooperante, no que respeita à classe dos licenciados, pois, estes continuam a ser os mais sacrificados pelas políticas de empregabilidade das instituições.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

I Concurso Nacional "Melhor Blog de Animação Sociocultural 2009"


A Associação Portuguesa pra o Desenvolvimento da Animação Sócio-Cultural está a promover o I concurso nacional "Melhor Blog de Animação Sociocultural 2009". Mais informações podem ser consultadas no blog oficial do concurso.

De acordo com a promotora da iniciativa o concurso tem como objectivo promover a qualidade e a divulgação dos blogs portugueses sobre Animação Sociocultural, importantes veículos de informação, comunicação e desenvolvimento da Animação Sociocultural.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Animação, Animadores e o Poder Político

Qualquer tipo de abordagem e tentativa de oscultação dos movimentos partidários sobre as questões actuais da Animação e uma das preocupações centrais dos Animadores é uma tarefa corajosa e um desafio para as associações que tomam em mãos, aliciante projecto. Um desafio no sentido de definir, à priori, um percurso sustentado num diálogo pedagógico e sensibilizador, que perspective a definição de uma estratégia de abordagem ao poder político, sobre a percepção que este tem acerca da Animação e dos Animadores Socioculturais.

Entendo que o maior desafio está na oscultação dos movimentos político-partidários sobre a figura do Animador Sociocultural e da importância que este assume na concretização de políticas sectoriais (cultural, educativa, social, entre outras) de mudança com a comunidade, sem deixar ao acaso, "velhas" reivindicações. Uma tarefa que a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Sócio-Cultural (APDASC) procurou empreender junto dos partidos. Esta odisseia exige uma leitura séria e desapaixonada da questão central - a percepção político-partidária da Animação e dos Animadores Socioculturais - que é motivadora de manipulação e partidarização da figura profissional do Animador Sociocultural, enquanto agente de proximidade na agilização de processos de mudança e mediador comunitário, no sentido deste ser um possível "mensageiro" de um discurso político-partidário.

A triologia - Animação, Animadores e Poder Político - é sem dúvida uma relação quotidiana de proximidade e de conflito com a ética no exercício de funções dos Animadores Socioculturais.
É sabido que muitos Animadores exercem a profissão em instituições públicas directamente ligadas ao Poder Local, as autarquias. Outros exercem em instituições privadas, onde também, e muitas vezes, a política partidária dita as regras e a tomada de decisões.

O exercício da Animação Sociocultural no âmbito das autarquias (no sector público são as que têm maior capacidade de empregabilidade de Animadores) é um repto permanente na afirmação e consolidação da profissão de Animador Sociocultural. Há um desafio diário na construção de verdadeiras práticas de Animação como metodologia de intervenção sociocultural numa dimensão pedagógica e participativa dos grupos na vida local.

A praxis da Animação Sociocultural não pode estar desligada de um projecto político, de um projecto de cidadania participativa, mas pode e deve estar desligada de ambições e influências partidárias. Aqui reside o maior desafio da coexistência da Animação Sociocultural e o poder político, uma relação que os Animadores saberão mediar profissional e éticamente.