terça-feira, 5 de junho de 2007

AniGrupos

"AniGrupos" é o nome de um novo site que explora recursos para animação de grupos, da autoria do Animador José Vieira, o mesmo autor do blogue "Animação Sociocultural & Juventude".

Este novo recurso on-line pretende ser um espaço de partilha de informação e recursos úteis para quem trabalha com grupos em contextos sociais, educativos, formativos e/ou de tempos livres.

"AniGrupos" disponibiliza uma série de recursos, nomeadamente, artigos do autor sobre dinâmicas e animação de grupos ejogos, actividades e dinâmicas para a animação de grupos.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Encontro Europeu sobre formação de Animadores Socioculturais

A Cidade de Salamanca, Espanha, acolhe entre os dias 4 e 6 de Junho, o Encontro Europeu sobre a Formação de Animadores Socioculturais denominado - "La Formación de Animadores Socioculturales en Europa".

Este encontro contará com investigadores e docentes de diversas universidades europeias, nomeadamente, Víctor J. Ventosa, Ayuntamiento de Salamanca (Espanha); Jean-Claude Gillet, Universidade de Burdeos (França); Claudia Della Croce (Suiça); Américo Nunes Perez e Marcelino de Sousa Lopes (Portugal) Universidade de Trá-os-Montes e Alto Douro.

O programa do Encontro poderá ser consultado no site da RIA .

sábado, 2 de junho de 2007

Da teoria à prática. A intervenção em Animação Sociocultural

Li no blog do Dr. José Vieira (www.anijovem.blogspot.com) a postagem "A metodologia de projecto em Animação Sociocultural", uma refelexão que retrata aquilo que deverá ser as boas práticas na condução de um projecto de Animação Sociocultural. Uma realidade, que infelizmente, não é consistente, nem acompanha os processos de intervenção em Animação Sociocultural em muitas instituições sociais, culturais e educativas.

Sem querer impôr explicações lógicas a "talho de foice", estas falhas estruturais na metodologia de projecto vêem desde o período de formação dos Animadores Socioculturais, ou seja, o período de estágio que é concedido no decorrer do curso, muitas vezes, é manifestamente exíguo no tempo; o que, dificulta uma verdadeira aprendizagem prática das metodologias de projecto aplicadas à intervenção em Animação Sociocultural no âmbito local.

Parto da ideia de que, nós Animadores estamos conscientes de que as instituições acolhedoras dos estágios de Animadores, e os seus dirigentes (com excepções), não procuram facultar uma plena integração dos estagiários no mundo do trabalho e consequente uma aprendizagem contínua integrada na realidade envolvente. Há sim, uma tentativa de integrar os estagários nos projectos existentes, proporcionar um estágio em gestão e não em Animação Sociocultural.

Há casos em que os próprios Animadores Socioculturais acomodam-se à realidade institucional e embarcam no sistema, falta trabalhar uma consciência crítica e acutilante.

Os Animadores Socioculturais têm que desenvolver uma consciência crítica, uma posição firme e activa, face a um conjunto de situações que diariamente esbarram com a sua actuação, enquanto Animador Sociocultural. A análise da realidade é um trabalho contínuo, ela está em mutação permanente, e os Animadores têm que assumir um posicionamento crítico face ao seu próprio trabalho.

A análise da realidade envolvente não pode ser entendida como um capricho do Animador, ela é um instrumento basilar de uma política de Animação Sociocultural.

O Prof. Avelino Bento referiu no seu blog www.exdra.blogspot.com no post, "4 Breves reflexões sobre práticas, de facto, de ASC", "Reflexão 1 - Práticas de intervenção sociocultural" o posicionamento que alguns políticos em exercício no Poder Local assumem sobre as dinâmicas socioculturais no âmbito municipal. Estou de acordo com a posição do Prof. Avelino.

Infelizmente, o Animador Sociocultural para alguns eleitos locais, ainda é percepcionado como um "faz-tudo", um dinamizador das actividades instituídas no âmbito das pseudo-políticas culturais municipais.

O exercício da prática da Animação Sociocultural não é tarefa fácil. É fundamental trabalhar as mentalidades, as práticas socioculturais institucionalizadas, gerar novas dinâmicas com as populações, sem nunca pôr de lado, a análise da realidade local, esta, tem que ser um processo contínuo no labor de qualquer Animador Sociocultural, caso contrário, estaremos a fazer qualquer coisa, menos a trabalhar os processos socioculturais desde a metodologia da Animação Sociocultural.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Centro Cívico - Um espaço para a Animação Sociocultural

A realidade sociocultural madeirense tem ganho nos últimos anos, novas dinâmicas, graças aos novos equipamentos culturais, que um pouco por toda a Ilha são elementos caracterizadores das novas políticas no âmbito da cultura e da acção social.

Os Centros Cívicos, espaços comunitários que povoam muitas das freguesias rurais da Madeira têm funcionalidades muito específicas e uma dinâmica, que em muitos casos, não têm a devida correspondência com valências que albergam.

O conceito que tenho de Centro Cívico revestesse do espírito da Animação Sociocultural. Esta ideia é sustentada no trabalho que o exercício da minha prática profissional, enquanto Animador Sociocultural numa autarquia tem permitido (re)construir de tal equipamento sociocultural polivalente; porque, temos o privilégio de poder ter como recursos permanentes ao serviço da Animação Sociocultural, dois Centros Cívicos no espaço territorial do município.

Estes equipamentos favorecem o desenvolvimento de um projecto cultural, no qual cada actor social é protagonista da acção, um espaço de partilha e de encontro de grupos e destes em correlação com a comunidade, através da metodologia da Animação Sociocultural. A intervenção territorial do serviço sociocultural autárquico faz-se com recurso aos Centros Cívicos enquanto espaços dinamizadores da promoção do associativismo, capacitação da formação do voluntariado aliada à participação cidadã, da promoção cultural, criação e descentralização culturais, em síntese, um equipamento ao serviço da Animação Sociocultural e consequentemente do desenvolvimento cultural comunitário.

A polivalência e flexibilidade dos Centros Cívicos como equipamentos socioculturais vocacionados para animar os bairros são uma plataforma para a definição de estratégias face às novas realidades emergentes da vida social e da interacção das populações. Creio, que eles são elementos chave na nova dinâmica sociocultural a nível municipal, um recurso frutífero para o desenvolvimento e concreterização de projectos no âmbito da Animação Sociocultural.

Não podemos confundir o espírito metedológico que corporiza o conceito de Centro Cívico, enquanto espaço/recurso para a Animação Comunitária com equipamentos que na minha modesta opinião, nada têm haver com o verdadeiro conceito de Centro Cívico. Um exemplo que corrobora esta afirmação é o texto intitulado «Almada "recebe" centro cívico», publicado em "espaços&casas" (Semanário Expresso), edição n.º 1797 de 6 de Abril de 2007.

A notícia dá conta de um novo empreendimento imobiliário em Almada - o Centro Cívico do Pragal. O destaque da notícia despolotou em mim, um sentimento de alguma satisfação, talvez, porque as entidades públicas locais/nacionais estivessem possuídas de uma sensibilidade que infelizmente, nós pagamos para ver nas pessoas com responsabilidades em matéria dos pelouros da cultura, educação, juventude e acção social. Mas não, pelo contrário, a leitura completa do texto levou-me a concluir que se trata de um investimento que visa dotar a Cidade de Almada de um novo centro de escritórios, comércio e lazer. Aqui reside a minha desilusão.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Delegação Regional da Madeira da APDASC

Os órgãos sociais da Delegação Regional da Madeira da APDASC eleitos recentemente tomaram posse, no passado dia 22 de Maio para o biénio 2007/2009.

A equipa de trabalho manteve o “núcleo duro” apesar da lufada de ar fresco protagonizada pelos novos elementos, sinónimo de nova dinâmica, sentido de responsabilidade e conscientes da afirmação e consolidação de um projecto que ganhou espaço no contexto associativo regional, desde Maio de 2006.

A nova direcção da Delegação da APDASC da Madeira tem pela frente novos desafios que se conjugam com projectos de continuidade, com o trabalho feito anteriormente, mas, com um olhar profundamente entrosado com o presente e o futuro da Animação e dos Animadores. É um grupo de trabalho disposto a contribuir para a afirmação da Animação Sociocultural no panorama social da Região Autónoma da Madeira.

O Estatuto do Animador Sociocultural na Madeira será uma das nossas mais profundas preocupações, estamos certos que não é tarefa fácil abordar e discutir este tema, por isso, o diálogo com as entidades regionais com responsabilidades nesta matéria e com todos os Animadores Socioculturais será uma das estratégias a privilegiar no nosso labor.

A edição do primeiro número da revista “Práticas de Animação” é um projecto já na forja, ele é um projecto de Animadores e para Animadores – por isso não deixem de participar, porque é no acto de participação que reside a verdadeira Animação.

A II edição do Encontro Regional de Animação Sociocultural está agendada para Novembro de 2008, assumindo assim um compromisso público aquando da realização da 1ª edição.

As parcerias institucionais, quer com entidades públicas ou privadas, no domínio da prestação de serviços, na acessória técnica e na dinamização de formações são outra das nossas prioridades.

Estamos aqui para trabalhar com todos os que queiram associar-se a este projecto que é a APDASC.

O Presidente da Direcção Regional da Madeira da APDASC,

Albino Viveiros

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Múltiplos entendimentos acerca da Animação Sociocultural

“A aparição da animação sócio-cultural responde a uma reacção frente ao carácter inaceitável de uma cultura cuja produção e transmissão estão reservadas a uma minoria privilegiada intelectualmente e/ou economicamente, e a um projecto tendente a que os cidadãos intervenham numa cultura que vivem cada dia, participem na sua criação e a integrem no seu desenvolvimento gera.”

(G. Enckeuort)


Animação e Participação

“Conjunto de esforços que tendem a estimular a participação activa nas actividades culturais e o movimento geral de inovação e de expressão pessoal e colectiva.”

(Pierre Besnard)


“A animação é um processo que surge no seio dos grupos sociais, os quais mediante a participação activa dos seus membros, vão ser capazes de gerar cultura.”

(Direcção Geral dos Assuntos Culturais, Ministério de Educação e Cultura de Portugal)


“Animar é fazer participar a população no aumento da sua vitalidade, devolver-lhe a alma, um espírito de equipa, um impulso, despertar o espírito de pioneiro num clima de liberdade... é fazer que cada um tome o seu destino nas suas mãos.”

(Mário Viché)


“Proporcionar aos homens o “maximum” de meios para que juntos inventem os seus próprios fins. Trata-se, em suma, de despertar no seio das sociedades a função civilizadora: a que postula no mais simples habitante de qualquer aldeia ou bairro, um cidadão cabal com uma exigência de sentido que lhe permita contribuir pessoalmente à gestão das colectividades e à criação dos seus valores.”

(R. Torraille)

In ANDER-EGG, Ezequiel. O Léxico do Animador, Edições ANASC, Amarante, 1999.


A Animação Sociocultural enquanto prática de intervenção social assume um papel mediador entre as comunidades locais e a realidade social envolvente.

A leitura dos diferentes entendimentos acerca do conceito de Animação Sociocultural, acima enunciadas, são perspectivas de diferentes investigadores e da instinta Direcção Geral dos Assuntos Culturais, que têm em comum algumas palavras/ ideias chave ou se quisermos, formas comuns de compreender a Animação Sociocultural. São elas: Participação, trabalho colectivo, grupos sociais e protagonistas do seu próprio desenvolvimento.

Estas palavras sugerem a construção do meu próprio conceito de Animação Sociocultural.

Entendo a Animação, enquanto estratégia de acções ao serviço do indivíduo e dos colectivos, possibilitando a estes, instrumentos para que intervenham de forma activa e participada na vida sociocultural da comunidade incumbindo cada Homem, de um espírito crítico, criativo e que seja dinamizador de uma acção colectiva. Os indivíduos devem serem os protagonistas do seu próprio processo de desenvolvimento.

A Animação Sociocultural assume uma dupla responsabilidade, o fomento da participação dos colectivos no processo de intervenção cultural e na promoção da igualdade de oportunidade para todos, numa sociedade cada vez mais sectária.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Animadores Culturais licenciados reconhecidos pela CNIS

Hoje recebi um mail do CNES - Conselho Nacional de Educadores Sociais informando que os Animadores Culturais e outros técnicos da área social com grau académico equivalente a licenciatura, a exercerem a profissão em Instituições Particulares de Solidariedade Social ascenderão à categoria de Técnicos Superiores inseridos no Escalão A nos Níveis 1, 2, 3 e4.

Este acordo laboral foi alcançado em reunião entre a CNIS - Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade e o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social, no passado dia 10 do corrente mês.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Cidade da Guarda candidata a acolher o II Congresso Iberoamericano de Animação Sociocultural

"A cidade da Guarda pode vir a ser palco do II Congresso Ibero-Americano de Animação Sóciocultural (ASC), a realizar em 2008, no âmbito de um desafio lançado pelo director da Escola Superior de Educação da Guarda (ESEG), Joaquim Brigas, ao presidente da Rede Ibero-Americana de ASC, Victor Ventosa, no decorrer das II Jornadas de Animação Sóciocultural da ESEG, realizadas nos dias 2 e 3 de Maio."
(...)
“Demonstrámos o nosso desejo, em particular, como Escola Superior de Educação que tem uma licenciatura em ASC, em participar activamente na realização do II Congresso Ibero-Americano de Animação Sóciocultural”, afirmou o director da ESEG, defendendo uma parceria com a Câmara Municipal da Guarda “para a apresentação da candidatura”.
(...)
O próprio presidente da Rede Ibero-Americana (RIA), Victor Ventosa, garantiu que irá levar “a pretensão da Guarda como possível cidade acolhedora do Congresso à Junta Directiva da RIA”, deixando claro que “esta cidade tem muitas condições positivas para o acolher”.

Fonte: Semanário A Guarda, edição de 10 de Maio de 2007

terça-feira, 15 de maio de 2007

Educação e Cultura - Uma decisão acertada

O novo governo da Região Autónoma da Madeira já está definido, destaque para o agrupar de duas pastas que se encontravam até então em duas Secretarias Regionais distintas. A Educação na Secretaria Regional de Educação e a Cultura na Secretaria Regional de Turismo e Cultura. Agora, Educação e Cultura ficarão sob a tutela da Secretaria Regional.

A Cultura ganhará com certeza um espaço próprio no contexto regional, mas de proximidade com a Educação. Estou convicto de que não podemos conceber um projecto sociocultural sem um olhar atento para o contexto educativo de uma comunidade.

Este é o exemplo para as autarquias locais, pois em muitas delas, os Pelouros da Cultura e Educação estão separados, não proporcionando um trabalho interdisciplinar. É importante educar para a cultura, uma educação para a cultura da participação nos processos socioculturais e educativos. Educar para a cultura só faz sentido e for uma estratégia desenvolvida em parceria com a escola.

Agora que a Direcção Regional dos Assuntos Culturais será tutelada por uma outra secretaria regional, espero que o seus objectos de intervenção ganhem um novo dinamismo, que a sua acção vá para além do património cultural.

sábado, 12 de maio de 2007

"Castelo Animado" - Um projecto de Animação Sociocultural


"No âmbito curricular da disciplina de Oficinas de Animação Comunitária II, foi-nos proposto a concepção de um projecto na área da Animação Sociocultural.

Posto isto, formado e reunido o grupo, gerou-se uma partilha de ideias para supostas temáticas de intervenção, visando sempre numa perspectiva em termos de necessidades da realidade social do meio envolvente.

Decidiu-se então, realizar um projecto que vise, principalmente, a dinamização do património de Beja e a participação activa de grupos de pessoas vindas de varias instituições, como é o caso das escolas, centros de dia e associações de idosos do Concelho de Beja e posteriormente, relacionar tudo isto com a Animação.

Na concepção de todo o projecto realizaram-se as seguintes articulações, Animação e desenvolvimento local, Animação e Património, Jogo tradicional -um Património, Animação na Infância e Animação na Terceira Idade.

A articulação de varias temáticas com a Animação sociocultural permitiu-nos uma melhor definição dos objectivos de todo o trabalho. Assim, este projecto tem como objectivos:

Ø Incentivar a população para o aproveitamento do Castelo, visitando-o e conhecendo a sua história.
Ø Dinamizar o Castelo com actividades de animação;
Ø Promover a dinamização de grupos;
Ø Valorizar as relações inter pessoais;
Ø Incentivar o gosto e a participação das pessoas para as práticas culturais;
Ø Promover melhores formas de aproveitamento turístico do Castelo e do espaço envolvente."


(Cláudia Paixão, aluna do 2º ano do curso de Animação Sociocultural da Escola Superior de Educação de Beja e co-autora do projecto "Castelo Animado")