quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

VI Colóquio "Caminhos da Animação"

Já está disponível o programa do VI Colóquio "Caminhos da Animação", uma iniciativa organizada pelos alunos 3º ano do Curso de Animação Sociocultural da Escola Superior de Educação de Beja. Ainda da responsabilidade dos alunos é a realização das III Jornadas de Animação Sociocultural.

De acordo com a organização "estas iniciativas pretendem ser um espaço de reflexão e intercâmbio de experiências nos diferentes âmbitos de intervenção da Animação".

As III Jornadas de Animação decorrem desde o passado mês de Novembro de 2008 até Julho de 2009. Por seu lado, o VI Colóquio "Caminhos de Animação" realiza-se nos dias 4 e 5 de Fevereiro de 2009 no Auditório do Instituto Politécnico de Beja.
Para consultar o programa, realizar a inscrição ou demais informações aceda em coloquioasc.com.sapo.pt ou contacte através do e-mail coloquioanimacaosc@gmail.com

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Número 9 da Quaderns d' Animació

Está disponível o novo número da revista Quaderns d' Animació i Educació Social editada pelo Prof. Doutor Mario Viché.

O presente número aborda a relação da Animação Sociocultural, cidadania e da participação no domínio do associativismo, da participação da população sénior em projectos sociais, entre outros artigos de pertinente reflexão. "A educação (Animação) Sociocultural ou a dimensão política da educação" é um dos artigos assinados pelo editor.

O II congresso Iberoamericano de Animação Sociocultural e o II Encontro Regional de Animação Sociocultural (Madeira) foram objecto de escrita que também se encontra publicada no presente número monográfico da Quaderns d' Animació.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Jornadas de Animação


A Escola Superior de Educação de Setúbal acolhe no próximo dia 19 de Janeiro de 2009, o projecto "ESEANIMA 2009". Esta é a primeira edição do seminário de apresentação e discussão de práticas e contextos de Animação Sociocultural.

A organização elege como objectivo principal deste evento a troca de conhecimentos e experiências. A inscrição é gratuita e pode ser realizada através do e-mail: http://www.si.ips.pt/ese_si/seminarioanimacao@ese.ips.pt




Nos dias 20 e 21 de Janeiro, o Auditório dos Serviços Centrais do Instituto Politécnico da Guarda será o anfiteatro das III Jornadas de Animação Sociocultural, cujo tema em debate será: "O animador: Uma mais valia no mercado de trabalho".

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Em defesa de uma pedagogia do diálogo e da cooperação

Os grupos orientam a sua acção colectiva por um conjunto de padrões e condutas sociais, de valores democráticos e pertença (identidades cultural e profissional), razões fundamentais para a construção de um projecto de cidadania. Uma cidadania que exige uma acção pró-activa, em detrimento de uma cultura do vazio.

É alimentado pela ideia de uma cidadania pró-activa que defendo uma pedagogia do diálogo e da cooperação entre grupos profissionais diferenciados, cujas funções exigem o aprofundamento de conceitos, métodos e metodologias de natureza técnico-científicas de distintas áreas do conhecimento; referência à Animação Sociocultural. É essa pedagogia do diálogo cooperativo arquitectada em práticas inovadoras e criativas de base educativa, provocadoras de mudanças sociais que importa discutir na quadro de intervenção das instituições com responsabilidades em matéria cultural e socioeducativa, sem descurar o alargamento do debate ao modelo de Animador desejado.

O acto de educar não é exclusivo dos agentes educativos clássicos. Ele é um acto livre, transversal ao serviço de um conjunto de agentes sociais, com destaque para os Animadores Socioculturais. Concebo o acto de educar como um processo facilitador de construção da cidadania, de transformação da pessoa num agente da mudança, crítico, capaz de fazer uma leitura socio-antropológica e política do mundo.

O campo de intervenção da Animação Sociocultural não pode ser transformado numa "coutada particular" de um grupo que por inerência de funções e por razões de ordem contratual se restrigem a um dos múltiplos campos de intervenção da Animação, no domínio educativo. Há um conjunto de saberes e competências que são exclusivas dos Animadores Socioculturais, facto que se deve à sua formação académica. Neste quadro de reflexão, parece-me fazer sentido, falar no exercício de uma pedagogia cooperativa entre instituições e agentes socioculturais, em detrimento de uma visão deturpada, redutora e asfixiante da Animação Sociocultural e do papel activo dos seus agentes.

É urgente que aconteça um debate cujo tema central em discussão seja o papel do Animador Sociocultural com formação específica (leia-se técnico-profissional e licenciatura em Animação) nas organizações comunitárias (bibliotecas, museus, ATL'S, movimento associativo, teatros e galerias, autarquias, casas de saúde, centros cívicos e comunitários, etc.). Certamente este espaço de discussão e de diálogo, base de uma possível cooperação estratégica entre os núcleos associativos dos Animadores e as organizações enquanto espaços formais e não formais privilegiados para o desenvolvimento de projectos de Animação Sociocultural. Será um espaço para aclarar dúvidas e contribuir para o "abrandamento" de protagonismos sombrios que insistem perturbar dinâmicas que se vão desenvolvendo de uma forma organizada e sustenda numa rede de compromissos que desejamos para os Animadores e para a Animação Sociocultural.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Boas Festas e Feliz Ano Novo

A Lapinha (Presépio Tradicional Madeirense)


Desejo a todos os leitores do Animação Sociocultural e Insularidade um feliz e santo Natal. Um tempo da mais profícua solidariedade e fraternidade entre os homens. Uma quadra de especial relevância para o mundo ocidental, expressa em momentos de doação quase irrepetíveis que traduzem o apelo colectivo e quase anónimo à construção de um mundo mais igualitário. Este é um tempo de convocar a multidão extasiada para o fabrico de respostas sociais que emergem do voluntariado como resposta à necessidade da dignificação da pessoa humana e dos valores que ela personifica.

Votos de um próspero ano 2009, rico na construção de uma sociedade mais justa, tolerante e receptiva à multiculturalidade.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Autarquia prevê contratação de Animadores Socioculturais

A Autarquia de Gaia anunciou através do seu Vice-Presidente, Marco António Costa a contratação de agentes do social - Animadores Socioculturais e assistentes sociais - uma medida positiva e justificativa da aposta da edilidade no reforço das verbas para empresas municipais GaiaSocial e Gaianima, para execução dos respectivos programas de intervenção. Uma medida que é expressa no documento orçamental que define como grandes apostas as áreas da Educação, do Desporto e da Acção Social.

Fonte: Gaia Global

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

60º Aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos

A 10 de Dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas adoptadou em Paris - a Declaração Universal do Direitos Humanos - um documento colossal para o reconhecimento da dignidade da pessoa humana, da igualdade dos seus direitos, a afirmação da liberdade, da justiça e da paz no mundo (tal como é referido no Preâmbulo da Declaração).

Para assinalar esta data incontornável na vida social e política da Europa, a União Europeia presta homenagem a todos os Homens defensores dos direitos humanos, cidadãos que lutam quotidianamente por uma causa maior; que por acreditarem na justiça e na fraternidade entre povos desafiam regimes políticos e denunciam ao mundo as atrocidades que violam em larga escala os Direitos Humanos.

Foi a pensar nesses Animadores dos Direitos Humanos que a ONU em 1998, adoptou a Declaração sobre os Defensores dos Direitos Humanos. Um documento que proporciona aos activistas dos Direitos Humanos o reconhecimento da importância da sua acção, bem como a necessidade de terem maior protecção. Curiosamente, a União Europeia seguiu o exemplo, e em 2004, publicou um conjunto de medidas que incentiva os Estados-membros a fazerem mais para apoiar os activistas em risco.

Acredito na utopia que alimenta a vontade e a esperança de homens e mulheres que lutam por causas nobres; causas maiores que os seus/nossos pequenos nadas. A vivência democrática da cidadania também se constrói na defesa dos Direitos humanos à escala de intervenção de cada Homem. Que papel deve a Animação Sociocultural exercer no sentido da promoção dos Direitos Humanos?

A conscientização para o valor ético, social, religioso, cultural e político da pessoa humana é o ponto de partida para um trabalho comunitário de base; um exercício de cidadania que busca a concreterização efectiva da Declaração dos Direitos do Homem. Este documento deve acompanhar os Animadores no seu trabalho de intervenção com os grupos, ele deve ser trabalhado desde os movimentos cívicos e também, nas práticas de intervenção socioculturais; na mobilização dos colectivos para causas maiores, enfim, no concreterizar de utopias que se cruzam com os direitos fundamentais do Homem.

Cada Animador deve alimentar um pouco a utopia que move centenas de cidadãos anónimos pela defesa e dignidade integral do Homem.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A necessidade do trabalho em rede

As instituições vivem momentos conturbados; uma situação factual que merece um olhar mais atento e a manifestação de sérias reservas no desenvolvimento de projectos socioculturais. Este domínio de acção é o mais penalizado no orçamento público, razão que exige soluções alternativas, concretas e eficazes na continuidade do trabalho cultural com os colectivos.

O trabalho de pareceria não é a solução milagrosa para os males financeiros, mas, é certamente a solução para a concreterização de projectos que resultem na fabricação de uma cidadania activa e comprometida com o local. O trabalho de Animação Sociocultural exige um compromisso com - entidades público-privadas, com o movimento associativo de base e com agentes culturais que no quotidiano contribuem para a consolidadação da democracia cultural - uma panóplia de actores sociais capazes de provocar uma rede de sinergias que alimentarão uma ideia, que construirá um caminho e será um contributo valioso na concreterização de um projecto.

O protagonismo no domínio da intervenção sociocultural é uma conquista dos actores sociais anónimos, um status que se dilui com o trabalho em rede, uma perda que muitos Animadores Socioculturais e as instituições que patrocinam o seu trabalho não desejam perder para o "Outro".

Continuo a defender a necessidade de construirmos uma rede de parceiros no desenvolvimento de projectos de Animação Sociocultural. São inúmeros os potenciais âmbitos de intervenção da Animação Sociocultural no século XXI, e perante esta realidade, os Animadores têm que desenvolver uma rede de trabalho sustentada em parceiros de áreas multidisciplinares, no sentido de uma maior e melhor coordenação de esforços no processo criativo de intervenção.

Esta ideia é extensível à prática associativa. Não concebo um projecto associativo sustentável que esteja alicerçado somente em ideais, é fundamental que a concreterização de projectos seja uma presença efectiva e transversal na acção dos dirigentes. Hoje a realidade do movimento associativo sofreu profundas mutações sociais. A necessidade do trabalho em rede é extensível ao associativismo de classe profissional, cultural e recreativo. Os dirigentes só alcançarão os intentos definidos nos seus programas de acção, quando houver um trabalho de base sustentável nas parcerias com os seus congéneres.

O trabalho em Animação Sociocultural será mais completo se ganhar efectivamente o trabalho em rede com os demais parceiros socioculturais e educativos. O protagonismo será sempre dos actores sociais anónimos.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Número 2 da Revista Práticas de Animação

Está disponível o número 2, da Práticas de Animação, um projecto editorial da responsabilidade da Delegação Regional da Madeira da APDASC.

Este número volta a contar com um conjunto de personalidades - investigadores, docentes e animadores - de Portugal, Espanha, Venezuela e Brasil; uma participação que para nós é sinónimo de afirmação sustentável do projecto e de estímulo para continuar a acreditar que é possível construir alternativas.

Os artigos agora publicados continuam a marcar os temas actuais do debate em Animação Sociocultural e os seus âmbitos. São investigações, experiências e reflexões que merecem e devem ser partilhadas democraticamente com todos aqueles que se interessam pela Animação Sociocultural.

O próximo número estará on-line, em Outubro de 2009. Até lá, boas leituras.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

"Caminhos da Animação"

O VI Colóquio "Caminhos da Animação" e as "III Jornadas de Animação Sociocultural", são um projecto dinamizado pelos alunos do 3º ano do Curso de Animação Sociocultural da Escola Superior de Educação de Beja. De acordo com a organização estas iniciativas pretendem ser um espaço de reflexão e intercâmbio de experiências nos diferentes âmbitos de intervenção da Animação.

Esta iniciativa é um meio de divulgação da Animação Sociocultural, enquanto instrumento de intervenção nos mais variados domínios: na educação, na cultura, na acção social e no desenvolvimento local, também na criação de públicos, gestão e programação cultural.

A abragência da discussão de temas transversais aos âmbitos da Animação Sociocultural propostos nesta iniciativa, são um convite há participação de profissionais, alunos e docentes, no sentido de gerar-se uma discussão frutífera e uma partilha de saberes e experiências nos diferentes domínios em análise.