![]() |
O primeiro blog de animação sociocultural na Região Autónoma da Madeira
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
domingo, 12 de janeiro de 2014
Somar tempo ao tempo
O conceito «tempo» é a palavra-chave que deverá estar sempre
presente no léxico dos animadores. O lembrete diário que recorda-nos, obrigatoriamente,
que não podemos falhar deviam ser automáticos na emissão de alertas para a
nossa falta de tempo, esse bem precioso para muitos, mas desprezado por tantos
outros.
Nós, animadores precisamos de somar tempo ao tempo.
Precisamos de tempo para escutar os outros, estar com eles,
acompanhá-los no percurso inicial de um projeto profissional, associativo, ou
apenas, para ouvi-los falar sobre os seus sonhos, desafios, medos e
resistências perante a vida, face ao mercado de trabalho que «peneira» os
fortes e escraviza os mais indefesos.
Por estes dias foi confrontado com a falta de tempo. Este
foi o momento ideal para perceber que precisamos de parar e escutar o mundo em
nosso redor. Na verdade, não avançamos, não somos melhores agentes de mudança,
se não houver em cada um de nós, o sentimento de pertença a uma comunidade.
Mas, é ainda mais verdade, que não somos animadores no sentido pleno da palavra
se não formos humildes o suficiente, e pararmos para escutar os outros, sermos
capazes de oferecer-lhes algum do nosso tempo.
Ser animador é ser capaz de somar tempo ao tempo; dispor de
tempo para estar com o grupo e a comunidade, ser altruísta para compreender os
problemas comuns ao grupo, para ser capaz de dar o corpo ao manifesto por uma
pessoa.
É tempo de sermos humanos e de enfrentar os desafios ao lado
dos outros, porque a mudança só é possível com o coletivo.
domingo, 5 de janeiro de 2014
Um tema periférico para o debate em animação sociocultural
A discussão em torno de matérias como a profissão, o
estatuto, o perfil e as competências dos animadores socioculturais são temas
recorrentes no discurso dos próprios agentes da animação. Não é novidade que há
planos curriculares de formação em animação sociocultural diversificados no
conteúdo que, certamente encontram acolhimento junto das dezenas de candidatos.
Mas, talvez esse seja o menor dos problemas, tanto mais, que há cursos de
animação sociocultural a encerrar por falta de candidatos. Esta realidade é um
facto, e como tal, exige uma análise cuidada.
Continuamos a questionar sobre o perfil do animador
sociocultural. Há um perfil modelo? Não haverá, sim, um conjunto de requisitos técnicos
e humanos, que no seu todo complementam o perfil desejado para o animador? Qual
o perfil profissional que os animadores desejam? Antes, devemos questionar que
modelo formativo para os agentes da animação.
Os paradigmas de desenvolvimento alteraram-se na última
década. Estamos preparados para enfrentar o futuro? Estaremos conscientes de
que é imperioso desenvolver novas estratégias de participação social, política
e cultural? Estaremos conscientes de que o modelo económico que vigorou foi o
responsável pelo colapso nacional? Estaremos preparados para um novo modelo de
desenvolvimento económico?
É necessário direcionar o foco de atenção para a sociedade
civil e os problemas reais do país que procura, seriamente, libertar-se do constrangimento
financeiro a que está sujeito. Quero ouvir os animadores da minha geração;
quero saber que contributos poderão eles dar para o novo modelo de
desenvolvimento que precisamos de empreender nas nossas comunidades.
Aparentemente, para alguns, estas são questões do debate
político-partidário, para nós animadores socioculturais são questões atuais,
com sentido estratégico para o desenvolvimento das comunidades locais. As
necessidades primárias mantêm-se e a sua satisfação é vital para a manutenção
da coesão social.
É importante que a discussão sobre o futuro hoje seja um
desígnio dos animadores socioculturais.
Precisamos de encontrar soluções para
os problemas coletivos, hoje mais do que nunca, é necessário o fortalecimento
do tecido social, da coesão dos grupos, da identidade cultural da comunidade. Estou
convicto que a animação sociocultural também poderá dar contributos positivos
para o desenvolvimento e o bem-estar de todos.
O modelo de desenvolvimento perpetuado até aqui foi
importante, mas sem sustentabilidade. Agora todos nós somos chamados a contribuir para o futuro coletivo,
pois, não há futuro sem partilha. Para muitos animadores, este poderá ser um tema
periférico para o debate em animação sociocultural, para muitos outros, talvez
um assunto marginal.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Feliz Natal
O Natal é tempo de paz, de harmonia social e de encontro de familiares e amigos. É tempo de renovação das esperanças perdidas, de fortalecimento da amizade e de acreditar que somos comunidade, capaz de construir outras vias de desenvolvimento social e cultural. Façamos do Natal, a verdadeira Festa.
Votos de um feliz e santo Natal.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Práticas de Animação
Está
disponível o novo número da revista Práticas de Animação. Este é um projeto partilhado por muitos e participado por
investigadores, docentes e animadores portugueses, espanhóis e brasileiros que, com o seu contributo
técnico-científico e de militância acrescentam valor com o propósito de contribuírem
para a dinâmica da discussão, das práticas e dos domínios de intervenção da
animação sociocultural. É de salientar a narrativa construída em alguns escritos agora publicados, resultado da visão crítica e das práticas de animação com os grupos.
A
identidade editorial da revista é um processo consolidado, graças, ao acreditar
dos colaboradores num projeto cuja identidade tem o signo da insularidade, mas que conquistou o
seu próprio espaço no quadro (in)formativo no contexto da animação sociocultural. O presente
número da Práticas de Animação
reúne um conjunto de contributos passíveis de complementar os saberes e as
aprendizagens no campo da animação sociocultural, do lazer, da ação social, da educação e do tempo livre. Estes são domínios de investigação e intervenção privilegiados para o trabalho dos animadores na ação transformadora com as comunidades.
Creio que este este projeto editorial, com seis números editados, é um contributo e um recurso importante para os agentes da sociocultura. Estamos convictos do longo percurso que há a fazer para a dignificação estatutária do projeto, mas certos dos passos firmados pela afirmação da animação sociocultural e dos animadores no território insular.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Mensagem alusiva ao Dia Internacional do Voluntariado
O Dia Internacional do Voluntariado foi proclamado a 5 de dezembro de 1985, pela Organização das Nações Unidas (ONU). A Confederação Portuguesa do Voluntariado divulgou uma mensagem alusiva à efeméride.
«Nestes últimos anos a crise económica e financeira tornou-se o centro das preocupações de toda a sociedade portuguesa. De uma maneira ou de outra, todos fomos afetados e, de certo modo, despertámos a nossa consciência para muitos cidadãos e cidadãs que vivem numa situação reveladora de empobrecimento.
Para muitos a presença dos voluntários e voluntárias é sinónimo de estima, amizade, conforto, atenção. Os voluntários e voluntárias oferecem, com o seu compromisso e criatividade, uma resposta às necessidades da nossa sociedade quotidiana. Por muito pequeno que pareça o contributo, a verdade é que ele faz toda a diferença. Depois de, no ano de 2011, termos vivido intensamente a temática do voluntariado parece que só faz sentido falarmos agora de cidadania. Como se depois de um grande impulso de participação cívica na organização desta grande "casa" que habitamos, pudéssemos agora arrumá-la e cimentar ideias, projetos e iniciativas.
Hoje celebra-se esta dádiva, a da entrega gratuita ao outro. Celebra-se a disponibilidade, o serviço e a solidariedade como valores de cidadania essenciais à sociedade para a construção do bem comum.
Parece claro a toda a sociedade e às estruturas de poder que o voluntariado é uma forma única de estar em comunidade. Faltará, por certo, muito caminho a fazer para todos nós. Voluntários, organizações, empresas, comunidades escolares, governos. Todos temos de perceber que o voluntariado ultrapassa as barreiras do envolvimento temporário. Ser voluntário é colocar ao serviço do bem comum o tempo, as capacidades, os recursos e isto também deve ser reconhecido por todos e exige um envolvimento comprometido de todas as partes que beneficiam deste trabalho, muitas vezes, silencioso.
Saudamos todos os voluntários e voluntárias que, nas mais diversas áreas da nossa sociedade e com as mais diversas inspirações ideológicas ou crenças, generosamente se entregam, se gastam e se envolvem, diariamente, num trabalho que serve de exemplo a todos. Bem hajam.»
(Eugénio José da Cruz Fonseca)
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
O problema da falta de consumo e de participação culturais
Os dados divulgados no relatório do Eurobarómetro coloca Portugal
na cauda da Europa, no que respeita à participação cultural dos cidadãos.
Talvez, um dos sintomas da «patologia cultural» que mais contribui para o
decréscimo do consumo cultural esteja relacionado com a crise
económico-financeira, sintoma que alavanca um conjunto de fatores que explique
o desinteresse luso pela cultura e traga à luz do dia, outros elementos
expositivos.
É necessário balizar dois conceitos fundamentais: o consumo participação
culturais. O consumo está diretamente ligado ao poder de compra dos cidadãos,
aos hábitos culturais adquiridos pelos processos de socialização e educativo,
pelo meio envolvente, e sem dúvida pelas dinâmicas que as entidades públicas e
associativas são capazes de potenciar nos territórios culturais. A participação
pressupõe um envolvimento ativo das pessoas em processos de fruição e criação culturais
que estão, diretamente, associados à promoção de projetos artísticos, alguns
deles de elevado valor cultural desenvolvidos por coletividades locais.
A participação na vida cultural é um problema social
transversal às políticas públicas de cultura e educação. A educação deve ser
entendida e percecionada pelos agentes culturais e pelos políticos como um eixo
central e transversal da ação cultural. Há a ausência de uma pedagogia cultural
palpável em algumas instituições educativas nos territórios municipais, também
o mesmo, acontece em relação à educação em alguns organismos com um papel
importante na descentralização e democratização culturais. A perceção
sociopolítica do papel da cultura para a formação integral dos indivíduos é
inexistente. Este é o ponto de partida para um trabalho contínuo e de
envolvimento de um conjunto de atores da cultura e da educação, é uma tarefa de
todos.
O investimento cultural é manifestamente pobre, muitas das as
instituições de vocação cultural e artística continuam a depender dos subsídios
dos organismos públicos para manter uma atividade regular. Não sou totalmente
contra a revisão da forma de atribuição dos apoios públicos, sou pela exigência
de maior rigor, ou seja, há que encontrar formas alternativas e mais ativas das
instituições culturais contribuírem para o enriquecimento da comunidade através
de implementação de dinâmicas que, em alguns casos, possam revitalizar os
processos de educação para a cultura, noutros, desenvolverem a vocação de pedagogas
culturais. Estou convicto que a realidade poderá ser transformada no território
municipal, ou seja, é responsabilidade da sociedade civil contribuir para a
transformação sociocultural.
É preciso pensar a cultura a longo prazo, desenhar um
programa de educação para a cultura que envolva ativamente as associações e
centros culturais, as galerias de arte, as bibliotecas municipais, a escola, as
autarquias, os centros cívicos e os muitos agentes culturais e educativos. Este
é um desafio que precisa de ser replicado na escala local, um processo que
implica uma união de facto, da educação e da cultura com a realidade concreta
da comunidade. É urgente reforçar o papel da educação artística, trazer para a
rua os artistas, os agentes culturais, povoar os espaços públicos, formar e educar
os públicos desde a idade escolar, envolvendo-os em projetos culturais através
de parcerias com as instituições culturais e artísticas, provocar uma mudança de
paradigma de desenvolvimento.
Haverá verdadeiro desenvolvimento sustentável
quando houver uma consciência coletiva real do papel da cultura. A dimensão
cultural comunitária não pode ser entendida como algo abstrato, pelo contrário,
é o «fermento» da identidade de cada pessoa.
Precisamos urgentemente de parar, escutar e transformar.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
O reconhecimento do valor das aprendizagens não formal e informal
O reconhecimento das aprendizagens não formal e informal é
um marco político e complementar a favor da argumentação sobre o valor
educativo das práticas de educação não formal e informal. É consensual o
reconhecimento dos contextos educativos e socioculturais em que este modelo
educativo se desenvolve, talvez não seja pacífica, a lista nominal dos agentes da
educação não formal, na qual figura os animadores socioeducativos, designação da
Comissão Europeia relativa aos agentes que trabalham com jovens. É importante o
reconhecimento político da «educação fora da escola», mas também, é fundamental
o reconhecimento do papel que os agentes do não formal desenvolvem em prol dos
grupos.
A Resolução do Conselho e dos Representantes dos Governos
dos Estados-Membros, reunidos no Conselho, sobre o reconhecimento do valor da
aprendizagem não formal e informal no domínio da juventude europeia refere que
as atividades de aprendizagens não formal e informal no domínio da juventude
são complementares do sistema de ensino e de formação formais, estão centradas
nas necessidades dos jovens e desenvolvem-se numa base voluntária e
participada. O Conselho e os Representantes dos Governos reconhecem que as
aprendizagens não formal e informal são fundamentais no processo de
aprendizagem, desenvolvem a apetência para a formação ao longo da vida e a
integração social dos jovens.
O Conselho da União Europeia na Recomendação do Conselho de
20 de dezembro de 2012, sobre a validação da aprendizagem não formal e informal
considera que as organizações de juventude, os organismos de ensino e formação,
os animadores de juventude e as organizações da sociedade civil são
intervenientes com um papel importante no processo de aprendizagens não formal
e informal, nomeadamente, na oferta de oportunidades de formação.
A educação não formal possibilita que as pessoas e os grupos
desenvolvam a sua autonomia pela participação, afirmando-se como uma
competência essencial da cidadania ativa. Morand-Aymon (2007) advoga que a filosofia
da educação não formal fundamenta-se na formação do espírito crítico,
defendendo que um cidadão informado será mais responsável e autónomo nas suas
escolhas e associa o modelo educativo não formal aos primeiros ideais da
educação popular e da educação permanente.
A educação não formal é um modelo
educativo de proximidade porque desenvolve-se a partir das necessidades de cada
pessoa, das suas práticas e experiências; é uma educação permanente participativa
porque reforça as competências sociais e gera processos de aprendizagem
participados por todos, onde é privilegiado a autoformação. A via não formal da
educação facilita a tomada de consciência para a mudança social.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
XVII Congresso Internacional de Animação Sociocultural
A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação
Sócio-Cultural (APDASC) organiza o XVII Congresso Internacional de Animação
Sociocultural que realiza-se nos dias 15 e 16 de novembro próximo, no
Cineteatro de Mértola. A temática em debate será «Animação Sociocultural,
Cidadania e Política Europeia».
Há semelhança de congressos anteriores organizados pela
APDASC, a temática do XVII congresso está associada à efeméride «Ano Europeu
dos Cidadãos» 2013. A APDASC afirma que o congresso assume-se «(…) em estreita
consonância com os núcleos decisores europeus e que discutirá as problemáticas
em torno dessa cidadania europeia». Os objetivos do congresso estão alocados à
problematização sobre a relação e do contributo da animação sociocultural com a
economia social e o desenvolvimento sustentável; o impacto das políticas sociais
europeias na sociedade e nas instituições, que são os contextos de intervenção
dos animadores. A interculturalidade e as minorias sociais na europa e as
questões agregadas à formação e ao futuro da profissão do animador no espaço europeu
são objetivos que estarão na mesa do debate durante o congresso.
Os dois dias de trabalhos do XVII Congresso Internacional de
Animação Sociocultural dividem-se pelos seguintes painéis: economia social e
desenvolvimento sustentável, multiculturalidade/interculturalidade – o animador
face à diversidade cultural, políticas sociais/agentes comunitários, a formação
e futuro da profissão no espaço europeu, práticas de animação em contextos
religiosos, a animação sociocultural e a promoção dos cidadãos com deficiência.
Mais informações em www.congressoapdasc.com
sábado, 19 de outubro de 2013
«PAIDEIA – Animação Artística nas Escolas Secundárias»
A escola enquanto espaço aberto à formação integral dos
jovens, também é espaço para a sua participação em projetos culturais no
domínio do «extra-escolar». A escola tem um papel fundamental de intervenção
nos processos de educação para a cultura e as artes, em particular. É
importante congregar energias com base na cooperação das organizações
educativas e culturais da sociedade civil, isto porque, a escola deverá ser uma
instituição aberta à participação da comunidade, mas mais importante, é estar aberta
à participação juvenil.
A escola à semelhança do movimento associativo também pode
ser um espaço para a aprendizagem social pela participação, um estádio de
desenvolvimento que poderá acontecer com a participação dos jovens em projetos no
seio escolar que sustentem a dimensão da criatividade, da liberdade e autonomia
dos jovens. Falamos de projetos que sejam complementares aos currículos, onde o
processo educativo assente em metodologias de aprendizagem pela educação não
formal, valorizadoras da implicação dos jovens no processo.
O programa «PAIDEIA – Animação Artística nas Escolas
Secundárias» é um ótimo exemplo de um projeto de animação sociocultural em meio
escolar, apoiado na metodologia e princípios da educação não formal. O «PAIDEIA»
foi criado pela Portaria n.º 58/97, mas implementado anteriormente, em 1993
pelo Clube Português de Artes e Ideias, responsável pela produção do projeto. A
referida Portaria atribuiu a gestão do programa ao Instituto
Português da Juventude que previa a possibilidade da participação de associações
juvenis e outros organismos na gestão do programa.
Jorge Barreto Xavier (1993:4) referindo-se ao projeto «PAIDEIA» diz acreditar
(…) na sua
utilidade na área específica das Artes, do estímulo à criatividade, ao espírito
crítico, à facilitação do acesso a certos universos reais e imaginários.
Não é só na Indústria os nos mercados financeiros que se decide Portugal. Decide-se, lado a lado, com a Educação e a Cultura. (...)
De que nos servirão as tecnologias se não tivermos homens imaginativos e críticos para as manobrar?
O projeto é uma proposta de atividades culturais para o
público estudantil do ensino secundário, proporcionando espaços de fruição
cultural aos jovens e atividades no domínio das artes plásticas, banda
desenhada, ilustração, literatura, teatro, fotografia, música e dança.
Parece-nos ser um excelente contributo para a aproximação da via educativa da
cultural, uma forma concreta de educar para as artes e de formação de públicos
esclarecidos e críticos, capaz de «(…) despertar novos interesses dentro e fora
da escola» (id., 12).
Subscrever:
Mensagens (Atom)


.jpg)
