terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Encontro Europeu de Jovens Animadores na Madeira


A AIASC – Associação Insular de Animação Sociocultural e a PASEC - Plataforma de Animadores SocioEducativos e Culturais em parceria com a Cooperativa Social TOTEM de Itália, a Escola Profissional Atlântico e a Escola Profissional CIOR organizam o Encontro Europeu de Jovens Animadores 2012, uma iniciativa que realiza-se entre os dias 26 e 28 de abril, na Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira.

O EJA 2012 tem como objetivo discutir e divulgar a Animação SocioCultural e Educativa (ASCE) no contexto europeu, e dar voz às dezenas de projetos de ASCE em Portugal, com especial incidência para os realizados por jovens animadores.

Este é um encontro de jovens animadores diferente de todos os outros porque são os jovens animadores a dinamizar todas as conferências, workshop’s e atividades complementares, sendo dado aos especialistas, o papel de espetadores críticos do evento. É um evento organizado por jovens animadores para jovens animadores.

Para mais informações e inscrições, aceda em http://www.aiasc.pt/ ou http://www.pasec.pt/

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O território português e os animadores socioculturais

A insularidade como condição geográfica é um desafio que exige conquistas diárias alcançáveis pela criatividade que os animadores socioculturais insulares desenvolvem no quotidiano do trabalho comunitário. Uma das «provocações» que considero fundamentais para fortalecer a nossa participação ativa, determinada e diferenciada na discussão pluralista de temas congregadores do pensamento e da ação dos animadores é a criação de um espaço de discussão e afirmação da animação sociocultural no território madeirense.

É imperioso que os animadores insulares sejam audazes o suficiente para que com criatividade e coragem, sejam o «cavalo de Troia», no sentido de contribuírem de forma mais incisiva nas dinâmica sociais que o processo criativo da animação sociocultural tem no desenvolvimento sustentável das comunidades locais. Na minha opinião, talvez, acalentada pelo desenvolvimento de um curtíssimo processo participativo dos animadores insulares em alguns projetos que, discretamente, são achegas para (re)escrever o papel da animação sociocultural no século XXI, é imperioso que os  agente da mudança social prestem de forma mais eficaz e determinada a sua engenharia na construção de outros discursos sobre o papel do animador na afirmação de práticas de participação e de desenvolvimento comunitário.

Os mais puristas serão cáusticos sobre esta matéria, mas, ao revisitar os desenvolvimentos recentes no campo da animação sociocultural em Portugal, na verdade, os animadores são em 1º grau, os responsáveis pelo discurso e por algumas práticas socioprofissionais que lamentavelmente não abonam em benefício da dignidade dos animadores e da própria animação sociocultural.

É verdade que alguns animadores têm alinhado por uma prática valorizadora da profissão, fazendo dela a sua «dama», outros contribuem pela excelência da reflexão teórica procurando ser uma alavanca para a mobilização dos vários agentes socioculturais, aliando a formação académica com a experimentação através do pensamento democrático. Mas há uma esmagadora maioria que me causa preocupação, quer pelas suas práticas, quer pela ausência de participação na discussão, o contributo de todos é sinal pujante da democracia e será sempre bem-vindo.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Mais um ano de atividade

Há alguns anos atrás aventurei-me na blogosfera, através do «Animação Sociocultural e Insularidade», procurando desta forma dar relevância à condição geográfica de muitos Animadores, mas não menos importante, discutir a Animação Sociocultural a partir da ilha. Em 2007 este foi o primeiro blog de Animação Sociocultural dinamizado desde a Região Autónoma da Madeira, em 2012, continua a sê-lo, apesar de ter surgido outro, dinamizado por uma Animadora cuja dinâmica sucumbiu passado algum tempo. Esta é uma porção de território que graças ao trabalho desenvolvido por alguns agentes socioculturais também contribui positivamente para a história da Animação Sociocultural em Portugal.

Hoje contamos com mais um ano de atividade traduzida na reflexão sobre vários temas que se cruzam com o exercício da Animação Sociocultural, alguns deles, reveladores da riqueza do debate que o coletivo é capaz de implusionar no mundo virtual. Estou convicto de que a riqueza de um blog também se traduz na interação com os leitores, muita vezes, essa interação tem um efeito espiral na provocação de novos debates e na alimentação dos argumentos válidos sobre temáticas, face às quais, muitos Animadores continuam a divergir na ação. Continuarei a refletir as minhas práticas no «Animação Sociocultural e Insularidade», porque entendo que não há prática sem teoria, nem teoria sem prática.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre as Gerações


A Decisão n.º 940/2011/EU do Parlamento Europeu e do Conselho de 14 de setembro de 2011, elege 2012, como o «Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre as Gerações», retificado por Portugal através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 61/2011. O «Ano Europeu» é uma efeméride que a par da promoção da vitalidade e dignidade de todos, tem como objetivo global facilitar uma cultura de envelhecimento ativo baseada numa sociedade para todas as idades. Neste contexto o Ano Europeu deve incentivar e apoiar os esforços dos Estados-Membros, das organizações públicas nacionais, regionais e locais, e demais, parceiros sociais para promover o envelhecimento ativo e explorar melhor o potencial da população senior.

O envelhecimento ativo para a organização Mundial de Saúde é  «…o processo de optimizar as oportunidades de saúde, de participação na sociedade e de segurança a fim de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas vão envelhecendo.»

A promoção do envelhecimento ativo é uma medida que previne a exclusão social, os estereótipos socioculturais, as dificuldades de adaptação de homens e mulheres mais velhos no mercado de trabalho, encorajando o voluntariado e a participação ativa na vida familiar e comunitária, é promover um envelhecimento com dignidade, que exige de todos os atores sociais, envolvimento e trabalho interdisciplinar para dar respostas sociais aos desafios seniores.

Os objectivos do Ano Europeu são:

«a) Sensibilizar a opinião pública para o valor do envelhecimento activo e das suas diversas dimensões e garantir que lhe seja atribuída uma posição destacada nas agendas políticas das partes interessadas a todos os níveis, a fim de destacar o contributo útil das pessoas mais velhas para a sociedade e a economia, melhorando a respectiva apreciação, promover o envelhecimento activo, a solidariedade entre as gerações e a dignidade e vitalidade de todos e explorar melhor o potencial das pessoas mais velhas, independentemente da sua origem, permitindo que tenham uma vida independente;

b) Estimular o debate, proceder ao intercâmbio de informações e desenvolver a aprendizagem mútua entre os Estados-Membros e as partes interessadas a todos os níveis, a fim de promover as políticas de envelhecimento activo, de identificar e divulgar as boas práticas e de incentivar a cooperação e as sinergias;

c) Propor um quadro de compromisso e de acção concreta que permita à União, aos Estados-Membros e às partes interessadas, a todos os níveis, com a participação da sociedade civil, dos parceiros sociais e do sector empresarial, e com uma tónica particular na promoção de estratégias de informação, elaborar soluções, políticas e estratégias de longo prazo inovadoras, incluindo estratégias globais de gestão da idade relacionadas com o emprego e o trabalho, através de actividades específicas e procurar atingir objectivos concretos no domínio do envelhecimento activo e da solidariedade intergeracional;

d) Promover actividades que contribuam para lutar contra a discriminação em razão da idade, para superar os estereótipos relacionados com a idade e para eliminar obstáculos, em especial no que diz respeito à empregabilidade.»

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Projeto PT-Polis

A Braga 2012: Capital Europeia da Juventude promove o projeto PT-Polis, este sucede ao Regio-Polis e  replicará em todas as capitais de distrito e nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, o modelo de seminários de educação não formal. Os seminários contarão com a presença de representantes políticos, reforçando o empenho da Braga 2012 numa participação dos jovens nas políticas de juventude.

O programa de cada ação é idêntico para todas as capitais de distrito. Os seminários serão organizados de acordo com as metodologias de educação não formal, nomeadamente, a metodologia do diálogo estruturado. Os temas a abordar em cada sessão serão: «Empregabilidade», «Empreendedorismo», Capacitação e formação dos jovens dos distritos», «youthpass», «Trabalho em rede dos municípios e dos distritos portugueses no âmbito da juventude», «A missão do diálogo estruturado nas organizações juvenis locais», e «Pensar global, Age local – Participação dos jovens em organismos representativos locais e distritais».

O PT-Polis está integrado no programa educativo da Braga 2012 e tem como objetivo promover uma ampla discussão sobre o processo democrático, o exercício da cidadadia ativa por parte dos jovens e incrementar a sua participação ativa e democrática em estruturas sociais e organizações de juventude.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Revista «Quaderns d’Animació i Educació Social»

«Quaderns d’ Animació i Educació Social» é uma revista semestral destinada a animadores socioculturais e educadores sociais, editada pelo prof. Mario Viché. O número atual da revista reúne um conjunto significativo de trabalhos que versam sobre a educação social e a animação sociocultural.

O desenvolvimento comunitário nos tempos de crise social e económica, o movimento internacional dos «indignados», o voluntariado e a animação sociocultural, a formação em animação e áreas profissionais afins, em Espanha, a ciberanimação e o envelhecimento ativo são temáticas refletidas nos trabalhos publicados no número atual.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A César o que é de César

Continua a prevalecer uma leviandade no exercício de funções de animador sociocultural na administração pública local. A alguns dias atrás, foi contatado por uma colega que questionou-me sobre os efeitos práticos da aprovação do estatuto do animador sociocultural, aprovado em assembleia-geral da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Sócio-Cultural (APDASC), na cidade de Aveiro, no decorrer do I congresso nacional de animação sociocultural, em novembro de 2010. Uma questão pertinente e que exige a todos os animadores uma reflexão ponderada e sem euforias.

A questão que me colocou está diretamente relacionada com o procedimento concursal para o provimento de uma vaga de técnico superior Animador Sociocultural, na autarquia onde exerce funções de animadora, como assistente técnica, apesar de ser licenciada em animação socioeducativa. A revolta manifestada ao longo da nossa conversa, estado de espírito justificado face a um procedimento contínuo de injustiça laboral. Curiosamente, o mapa de pessoal da autarquia referente a 2011, prevê duas vagas de assistente técnico para o exercício de funções em animação cultural, sem fazer referência à especificidade da formação académica e/ou profissional. O mesmo mapa de pessoal é mais detalhado quando explicita as atribuições e competências a desempenhar como técnico superior na área da animação cultural, especificando que o técnico deverá possuir formação académica e/ou profissional em design, estando mesmo a decorrer o tal concurso de provimento para um técnico superior para o exercício da profissão de animador cultural na autarquia.

Esta é uma realidade que continuamos a ignorar, porque na verdade, ainda não fomos capazes de trilhar um caminho de diálogo com as instituições com responsabilidades na gestão das relações laborais e no reconhecimento das novas profissões. Precisamos de ultrapassar o grau de satisfação pelo dever cumprido com a aprovação de uma «proposta» de estatuto do animador. Precisamos de colocar na mesa do debate e  da agenda política as questões socioprofissionais dos animadores socioculturais. Esta é uma forma ética, responsável e digna de valorizar os animadores e combater o clientelismo e tráfico de influências.

Este é o tempo de avançarmos coletivamente para a mudança, uma realidade que se transformará com a participação de todos. As intenções não mudam os factos, as ações através de um trabalho associativo concertado com outros parceiros sociais contribuem para a transformação da nossa realidade. Não basta a aprovoação do estatuto pelos animadores, é preciso trabalhar para que ele tenha caráter legislativo.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Revista «Práticas de Animação», número 4

A Delegação Regional da Madeira da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Sócio-Cultural (APDASC) acaba de publicar o número 4, da revista «Práticas de Animação». Este é um projecto editorial que tem previlegiado a reflexão sobre a Animação Sociocultural, numa perspectiva transdiciplinar e plural partilhada por Animadores, investigadores e académicos, com experiências e vivências que permite posicionarem-se no campo teórico-prático de uma comunidade aberta e democrática que continua a dinamizar a discussão sobre a Animação Sociocultural e as suas práticas.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Boas Festas


SUGESTÕES PARA PRENDAS DE NATAL

Para o teu inimigo, perdão.
Para um oponente, tolerância.
Para um amigo, o teu coração.
Para um cliente, serviço.
Para todos, caridade.
Para todas as crianças, um bom exemplo.
Para ti mesmo, respeito

Oren Arnold

sábado, 17 de dezembro de 2011

Revista internacional Animación, territorios y prácticas socioculturales


A revista internacional Animación, territorios y prácticas socioculturales (ATPS) é um projecto editorial dinamizado desde a sua criação, em 2010, por Jean-Pierre Augustin e Jean-Marie Lafortune, com a edição de dois números anuais; o primeiro aborda os "Desafíos del intercultural y aportaciones de la investigación-acción" e o segundo as "Realidades virtuales y sociales de la animación".

A revista privilegia a publicação de trabalhos que contribuam para uma melhor compreensão do campo da Animação e das práticas socioculturais aplicadas aos territórios. No âmbito dessas práticas estão as da esfera do social, cultural, educativa, económica e política; práticas que contribuam para o desenvolvimento simultâneo das pessoas, organizações e da sociedade.