quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Revista «Práticas de Animação», número 4

A Delegação Regional da Madeira da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Sócio-Cultural (APDASC) acaba de publicar o número 4, da revista «Práticas de Animação». Este é um projecto editorial que tem previlegiado a reflexão sobre a Animação Sociocultural, numa perspectiva transdiciplinar e plural partilhada por Animadores, investigadores e académicos, com experiências e vivências que permite posicionarem-se no campo teórico-prático de uma comunidade aberta e democrática que continua a dinamizar a discussão sobre a Animação Sociocultural e as suas práticas.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Boas Festas


SUGESTÕES PARA PRENDAS DE NATAL

Para o teu inimigo, perdão.
Para um oponente, tolerância.
Para um amigo, o teu coração.
Para um cliente, serviço.
Para todos, caridade.
Para todas as crianças, um bom exemplo.
Para ti mesmo, respeito

Oren Arnold

sábado, 17 de dezembro de 2011

Revista internacional Animación, territorios y prácticas socioculturales


A revista internacional Animación, territorios y prácticas socioculturales (ATPS) é um projecto editorial dinamizado desde a sua criação, em 2010, por Jean-Pierre Augustin e Jean-Marie Lafortune, com a edição de dois números anuais; o primeiro aborda os "Desafíos del intercultural y aportaciones de la investigación-acción" e o segundo as "Realidades virtuales y sociales de la animación".

A revista privilegia a publicação de trabalhos que contribuam para uma melhor compreensão do campo da Animação e das práticas socioculturais aplicadas aos territórios. No âmbito dessas práticas estão as da esfera do social, cultural, educativa, económica e política; práticas que contribuam para o desenvolvimento simultâneo das pessoas, organizações e da sociedade.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Os Nodos da RIA em Portugal

A dinâmica vigorante da Animação Sociocultural em Portugal tem sido mensurável a vários níveis: a proliferação dos cursos de Animação, no ensino secundário e superior; o associativismo militante dos Animadores Socioculturais profusamente ligado à problemática passada e presente, mas, necessária e urgente o reconhecimento do Estatuto, Carreira e Código Deontológico do Animador; e talvez de forma mais difusa no espaço, a organização de iniciativas coloquiais que têm permitido, menos do que o desejável, porque há uma maior ausência dos Animadores Socioculturais nos encontros de Animação, espaços que deveram ser de partilha e reflexão sobre o conceito polissémico da Animação e as suas práticas de intervenção, cada vez mais comprometidas com a comunidade e com as realidades locais.

Os Nodos da RIA que recentemente foram criados em Portugal são um contributo importante para essa dinâmica vigorante da Animação e dos Animadores. Em Maio de 2010, no decurso do VII Colóquio “Caminhos da Animação” organizado pela então Comissão Técnico-Científica e Pedagógica do Curso de Animação Sociocultural da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Beja e respectivos alunos do curso, foi apresentado oficialmente o Nodo RIA Portugal pelo Prof. Doutor Víctor Ventosa, Presidente da Junta Directiva da Rede Iberoamericana de Animação Sociocultural (RIA).

A fundação desta célula associativa esteve a cargo de académicos, investigadores sociais e Animadores Socioculturais, entre os quais figura a minha pessoa. A título informativo, referir que a liderança do Nodo RIA Portugal está a cargo da Prof. Doutora Ana Piedade, com sede no Instituto Politécnico de Beja.

A constituição dos núcleos regionais da Rede Iberoamericana de Animação é louvável e sinónimo da dinâmica e vigor colectivo que a Animação Sociocultural e os Animadores vêm protagonizando no panorama nacional. Esta demanda em prol da afirmação da Animação marcada pela constituição de Nodos RIA deverá estar intrinsecamente associada a uma instituição que leccione o curso superior de Animação Sociocultural. Qual o sentido prático de proliferação de núcleos regionais da RIA? Divulgar a Rede, os seus objectivos e actividades? Não deverá também ser uma célula promotora de investigação e aprofundamento das práticas de Animação Sociocultural nos territórios regionais e nacional? Defendo uma ligação directa e pedagógica entre as dinâmicas académicas de formação dos Animadores e da experimentação que esses jovens começam a desenvolver ainda durante a sua formação.

É importante e legalmente necessário que seja constituída uma associação – Associação RIA Portugal, a qual, nos seus órgãos sociais estejam representados os vários Nodos RIA criados em Portugal, com o intuito de ganhar poder de reivindicação e de representatividade junto dos diferentes parceiros sociais, mas também, ser um fórum de discussão de matérias comuns entre os núcleos e de fortalecimento do papel do Animador Sociocultural na sociedade do século XXI.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Animação Sociocultural, Voluntariado e Cidadania Activa


O ano 2011 foi distinguido pelo Conselho da União Europeia como o Ano Europeu das Actividades de Voluntariado Que Promovam Uma Cidadania Activa.

As «actividades de voluntariado» refere-se a todos os sectores de actividade voluntária, formais ou não formais, realizadas por vontade própria das pessoas interessadas, por sua livre escolha e motivação e sem fins lucrativos. Beneficiam as pessoas voluntárias a nível individual, as comunidades e a sociedade como um todo e constituem um veículo para os indivíduos e a sociedade examinarem as necessidades e preocupações a nível humano, social, intergeracional ou ambiental, sendo muitas vezes levadas a cabo em apoio de uma organização sem fins lucrativos ou de uma iniciativa da comunidade. (Resolução do Conselho de Ministros n.º 62/2010)

Neste quadro é fundamental questionarmo-nos sobre o papel do voluntariado na comunidade, através da promoção e dinamização do associativismo, o impulso e a sustentabilidade da economia social, os Animadores Socioculturais voluntários e profissionais na promoção do bem comum, enquanto, dimensão privilegiada da cidadania activa.

O exercício do voluntariado deve caracterizar-se por uma intervenção não assistencialista, ou motivada pela afirmação de vontades cooperativistas, pelo contrário, deverá ser um trabalho comunitário com as pessoas, envolvendo-as, para que sejam protagonistas do processo. O voluntariado deve ser motivado pela leitura crítica da realidade, pelo sentido da cidadania activa e empenho no bem comum, o que implica uma rede de condições sociais que deve proporcionar às pessoas e aos grupos um desenvolvimento humano integral.

A cidadania activa é um compromisso social com a comunidade através da sua liberdade, criatividade e livre pensamento, com uma atitude de conscientização do ser Pessoa. Ser cidadão, ser Animador é exercer a sua autonomia e concretizar acções conscientes na discussão dos problemas comunitários, no encontro de soluções de inclusão das pessoas e no combate aos défices socioculturais, económicos e educativos vincados na sociedade portuguesa.

O voluntariado e a Animação Sociocultural perfilam concepções de intervenção próximas, com destaque para o compromisso com a transformação social mediada pelos Animadores profissionais e voluntários. A animação contribui positivamente para o estímulo dos grupos, no sentido de emergirem cidadãos activos que sejam um “antídoto” para a massa humana amorfa.

A promoção do voluntariado é uma tarefa própria dos Animadores como compromisso comunitário. As associações e outros movimentos cívicos são espaços de Animação Sociocultural, de promoção da cidadania através de processos de educação não formal. A Animação Sociocultural exerce uma função primordial na promoção e dinamização do voluntariado, enquanto, chave para uma cidadania consciente e contributo para a mudança social.

Animar o voluntariado é pensar globalmente para agir localmente, é (re)ligar os laços sociais dos grupos e comunidades; laços que conduzam ao fortalecimento das dinâmicas comunitárias alicerçadas na participação activas dos sujeitos. O voluntariado trilha diferentes percursos, desenvolve-se em muitos âmbitos de intervenção, mas há valores que são universais, os quais, os Animadores Socioculturais também perfilam no exercício da sua acção.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Curso de Formação de Animadores de Actividades de Tempos Livres


O Instituto Português da Juventude (IPJ) promoverá o Curso de Formação de Animadores de Actividades de Tempos Livres, que decorrerá nos dias 3, 4, 10 e 11 de Dezembro, nas instalações da Direcção Regional do Algarve do IPJ, na Cidade de Faro.

O curso tem como principal objectivo proporcionar aos formandos a aquisição de competências necessárias ao desempenho de funções de Animação em actividades de tempos livres organizadas para crianças e jovens. A formação desenvolver-se através de metodologias activas, nomeadamente, exercícios práticos e de integração, estudos de caso, jogos educativos, actividades de expressão e criatividade, trabalhos de reflexão e discussão em grupo.

O corpus programático do curso é constituido pelas seguintes temáticas: enquadramento conceptual, histórico, funcional e organizativo; funções e competências do animador; animação de grupos de crianças e jovens; e organização, planeamento, preparação, dinamização e avaliação.

Os interessados poderão contactar o IPJ - Direcção Regional de Faro para mais informações e inscrições, através do e-mail: faro@ipj.pt

domingo, 6 de novembro de 2011

Livro Branco da Juventude


A Secretaria de Estado do Desporto e da Juventude é a promotora da iniciativa - "Livro Branco da Juventude" - uma plataforma online, na qual, os jovens podem participar contribuindo com propostas de acção em matéria de políticas de juventude. Esta iniciativa é uma medida louvável, do ponto de vista do incentivo ao debate e à participação cívica dos jovens portugueses, enquanto, agentes da mudança e "parceiros" das políticas.

O objectivo da plataforma é recolher entre o período de Novembro de 2011 e Fevereiro de 2012, contributos para elaborar um documento a nível nacional que defina uma Estratégia Global e um plano de acção no quadro político sectorial de juventude, seguindo a linha de acção dos "Livros Brancos" da Comissão Europeia.

Esta é uma oportunidade importante para que os jovens não sejam, apenas, destinatários das políticas, mas, sejam protagonistas das mesmas. Os contributos sectoriais podem ser em matéria de Educação e Formação (superior e não superior, formal e não formal); Emprego e Empreendedorismo; Participação Cívica; Emancipação Jovem; Mobilidade; Prevenção Rodoviária; Saúde, prevenção dos comportamentos de risco (combate à obesidade, álcool e toxicodependência); Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Cultura, Inovação e Criatividade; Voluntariado; Inclusão Social; Habitação; Solidariedade Inter-geracional; Jovem Português no espaço Europeu e no Mundo; Associativismo e Combate à desigualdade de Oportunidades.

Na sequência desta iniciativa serão organizados em Março e Abril de 2012, 5 Seminários/Workshops Regionais distribuidos, geograficamente, pelas 5 regiões-plano (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve). E as Regiões Autónomas?

A apresentação das Conclusões dos Seminários Regionais acontecerá em Maio de 2012, num evento nacional. Em Junho, será entregue o Relatório Final à Assembleia da República e ao Presidente da República.

A Secretaria de Estado do Desporto e da Juventude pretende que o "Livro Branco" seja um instrumento capaz de produzir consequências práticas, contribuindo, para a mudança das políticas de juventude em Portugal.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Reinvenção e Criatividade em Animação


A decadência das dinâmicas sociais das organizações, associadas ao contexto económico actual e há sua localização geográfica no mapa do país, são em alguns casos, o argumento falacioso para justificar decisões provocadas pela falha abrupta, gestão danosa e irresponsável, e falta de visão global de uma política sustentável que os líderes das instituições vão acusando ao longo do tempo, através de acções que provocam a descredibilização das organizações, dos seus projectos e dos recursos humanos por efeito de contágio.

É imperioso que se reflicta com seriedade intelectual sobre os cursos superiores de Animação leccionados no Ensino Superior em Portugal. Impõe-se uma análise criteriosa do plano de estudos, conteúdos programáticos, e metodologias de ensino/aprendizagem. Esta avaliação não é somente responsabilidade do órgãos directivos do ministério da tutela ou das universidades/escolas superiores, também é responsabilidade dos Animadores Socioculturais que a partir da sua entrada no mercado de trabalho deverão prestar o seu contributo para a avaliação do ensino.


Hoje, tal como sempre, é necessário empenho pessoal e colectivo de todos os envolvidos na formação dos Animadores, empenho que expresse a frescura do discurso académico, das práticas de ensino/aprendizagem, a procura pela excelência da formação do corpo docente, e o empenho de antigos e novos Animadores Socioculturais para que os projectos respirem criatividade e sejam o reflexo da reinvenção necessária de si mesmos. A manutenção das dinâmicas das organizações de ensino superior, especial referência, para aquelas que leccionam o curso de Animação Sociocultural, devem provocar um “choque” de criatividade e de transformação nas estratégias de captação de novos alunos.


Acredito que os Animadores Socioculturais que estão no mercado de trabalho são canais de comunicação privilegiados, enquanto, corpus expressivo da qualidade ou não, da formação em Animação. A austeridade também se fará sentir no momento de optar por esta organização de ensino ou outra, cuja nomenclatura do curso é igual, mas, o plano de estudos é muito diferente. A captação de novos alunos para as dezenas de cursos superiores de Animação será um desafio que exigirá criatividade. É chegado o momento crucial de gerar novas sinergias e de aprimorar o discurso sobre a Animação Sociocultural e o papel do Animador na comunidade. Talvez seja interessante e pedagógico que os académicos e os Animadores Socioculturais partilhem o essencial da visão transformadora e solidária da Animação para o século XXI.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

13º Congresso Internacional de Animação Sociocultural "Voluntariado e Cidadania Ativa"


A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Sócio-Cultural (APDASC) organiza entre os dias 17 e 19 de Novembro de 2011, no Cine-Teatro Caracas na Cidade de Oliveira de Azeméis, o 13º Congresso Internacional de Animação Sociocultural, cuja temática em debate será o "Voluntariado e a Cidadania Ativa".


A metodologia dos trabalhos do congresso assenta em vários painéis temáticos e na conferência inaugural, a saber:

- Conferência Inaugural "Animação Sociocultural, Cidadania Ativa e Voluntariado";

- Painéis Temáticos "Experiências e Práticas de Animação Sociocultural, Voluntariado e Cidadania Ativa"; "Organizações e Plataformas de Participação da Sociedade Civil"; "Formações, Planos, Competências e Perfis para o Voluntariado" e "Desafios e Prospetivas do Voluntariado em Animação Sociocultural para o Século XXI".

A organização do congresso definiu como objectivos norteadores da sessão de trabalhos:

- Celebrar o 10º aniversário do Ano Internacional do Voluntariado da ONU;
- Celebrar 2011 como o Ano Euroepu do Voluntariado;
- Consciencializar para o âmbito, valor e impacto do voluntariado em animação sociocultural e destacar a sua contribuição para o desenvolvimento comunitário;
- Partilhar boas práticas e projetos de animação sociocultural que envolvam voluntários/as;
- Divulgar informação sobre as possibilidades de voluntariado em animação sociocultural e motivar as pessoas a envolverem-se neste tipo de ações;
- Debater o papel e estatuto das pessoas que desenvolvem voluntariado em animação sociocultural;
- Destacar e reconhecer o valor das ações empreendidas pelos/as voluntários em animação sociocultural.

Algum texto deste post está escrito de acordo com o acordo ortográfico, respeitando dessa forma a redacção original da informação disponibilizada pela APDASC.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A cultura e a crise actual


Os tempos são de incerteza para todos os cidadãos e para as instituições culturais públicas e privadas. Os cortes financeiros nos projectos socioculturais promovidos por entidades associativas e privadas são a resposta imediata para uma crise que teve a convivência de todos. Acredito que podemos continuar a desenvolver um programa de acção sociocultural que deverá estar sustentado na realidade local, envolvendo todos os agentes culturais e a comunidade. Assim, talvez todos possam compreender o investimento cultural que é legítimo continuar a realizar-se no plano do desenvolvimento comunitário.

As realidades social e económica são uma oportunidade para que os agentes socioculturais associativos e privados assumam a transformação das práticas artísticas através de projectos socioculturais transformadores das realidades amorfas e ritualizadas no tempo e no espaço. A crise veio colocar a descoberto toda uma teia de dependência financeira e logística, que alimentava à actividade cultural concretizada a título gracioso por um número infinito de agentes culturais.

É tempo de uma maior proximidade da educação com a cultura. As autarquias pela sua proximidade com a sociedade civil devem instruir um programa de desenvolvimento cultural desenhado com a educação. A escola é por excelência uma parceira para a concretização de uma política cultural que seja resposta à necessidade de uma pedagogia para a cultura, para tal, é fundamental que a classe política promova um fórum de discussão e reflexão no colectivo sobre o papel das autarquias face à cultura.

O investimento público na cultura é um projecto de futuro, é garantir a memória colectiva de uma comunidade. Em tempos sombrios, a partilha de conhecimentos e de recursos é um imperativo para que a acção cultural continue a ser concretizada de forma democrática e plural. Os agentes socioculturais, especialmente, os Animadores, devem colocar os seus conhecimentos técnicos ao serviço do interesse colectivo com o intuito de promoverem um projecto de salvaguarda da acção cultural integradora ao serviço da comunidade.