quinta-feira, 31 de março de 2011

Acção de Formação «O Poder da Educação Não Formal»


Este curso de formação realiza-se de 18 a 23 de Junho de 2011, na Cidade de Praga, na República Checa. O curso visa potenciar o impacto da Educação Não Formal, os seus princípios e métodos na capacitação dos jovens como actores da sociedade, na dimensão do local para o europeu. Os destinatários privilegiados são os técnicos de juventude, formadores, líderes juvenis, gestores de projectos, jovens e decisores políticos.


The Power of Non Formal Education tem como objectivos:

- Estimular os participantes para sentir e reflectir sobre o poder da Educação Não Formal, experimentando diferentes métodos de educação não formal;

- Analisar o papel e o desenvolvimento da Educação Não Formal nos diferentes países no âmbito de uma Europa comum;

- Descobrir e debater a estratégia europeia no que diz respeito à Educação Não Formal;

- Lutar contra o surgimento de abordagens consumistas dirigidas aos jovens na área da Educação Não Formal;

- Explorar os significados, papeis e complementaridades das diferentes abordagens educacionais e métodos (formal, não formal e informal);

- Reconsiderar as práticas diárias de trabalho com jovens;

- Compreender os princípios de elaboração de um programa e utilização de métodos de Educação Não Formal no âmbito do Programa Juventude em Acção.

As inscrições decorrem até o próximo dia 21 de Abril. Para mais informações aceda ao portal da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto.

sábado, 26 de março de 2011

Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2011

O Teatro ao serviço da Humanidade

A celebração de hoje é um verdadeiro reflexo do imenso potencial que o teatro tem na mobilização de comunidades e na criação de pontes.

Já imaginaram que o teatro pode ser um instrumento poderoso para a paz e a reconciliação? Enquanto as nações gastam somas colossais de dinheiro em missões de paz em zonas de conflitos bélicos por todo o mundo, pouca atenção é dada ao teatro como alternativa personalizada para a transformação e gestão de conflitos. Como podem os cidadãos da mãe-terra alcançar a paz universal se os instrumentos que empregam provêem de poderes externos e aparentemente repressivos?

O Teatro impregna subtilmente a alma humana presa pelo medo e pela desconfiança, alterando a sua própria imagem e abrindo um mundo de alternativas para o individuo e, por conseguinte, para a comunidade. Pode dar significado às realidades quotidianas antecipando o futuro incerto. Pode participar em temáticas de políticas sociais de modo simples e directo. Porque é inclusivo, o teatro pode apresentar uma experiência capaz de transcender ideias pré-concebidas.

Para além disso, o teatro é um meio garantido de fomento e antecipação de ideias que partilhamos e pelas quais estamos dispostos a lutar.

Para antecipar um futuro pacífico, nós temos que começar a usar meios pacíficos que procurem compreender, respeitar e reconhecer as contribuições de cada ser humano na procura da paz. O Teatro é essa linguagem universal através da qual nós podemos propor mensagens de paz e reconciliação.

Permitindo a cada participante comprometer-se activamente, o teatro pode fazer com que muitos indivíduos desconstruam ideias preconcebidas, e, desta forma, dar a cada um a oportunidade de renascer para tomar decisões baseadas em conhecimentos e realidades redescobertos. Para que o teatro prospere, entre outras formas de arte, nós temos que dar o passo audaz de incorporá-lo na vida quotidiana, tratando de assuntos críticos de conflitos e paz.

Na procura da transformação social e na reforma das comunidades, o teatro já existe em áreas de devastadas pela guerra e entre populações que sofrem pela pobreza e doença crónicas. Existe um número crescente de histórias de sucesso em que o teatro tem sido capaz de mobilizar públicos por forma a mobilizar a opinião pública e auxiliar vítimas de traumas pós-guerra. As plataformas culturais como o International Theatre Institut que tem como objectivo a “consolidação da paz e da amizade entre os povos” já estão no terreno.

É, portanto, um farsa manter o silêncio nos tempos que correm, com o conhecimento do poder do teatro, e permitir que aqueles que empunham armas e lançam bombas sejam os pacificadores do nosso mundo. Como é que as ferramentas de alienação se podem substituir a instrumentos de paz e reconciliação?

Eu peço-vos neste Dia Mundial do Teatro que ponderem esta possibilidade e que proponham o teatro como uma ferramenta universal para o diálogo, a transformação e reforma sociais. Enquanto as Nações Unidas gastam somas colossais de dinheiro em missões de paz pelo mundo fora, através do uso de armas, o teatro é espontâneo, humano, menos custoso e uma alternativa muito mais poderosa.

Embora possa não ser a única resposta para conseguir a paz, o teatro deve seguramente ser incorporado enquanto uma ferramenta efectiva em missões de paz.

Jessica A. Kaahwa (autora, encenadora, actriz, investigadora académica e humanista)

quinta-feira, 24 de março de 2011

Reconhecimento Profissional: Os nossos argumentos também são os argumentos dos outros


O reconhecimento profissional é uma problemática transversal a outros sectores profissionais. Os Animadores não estão sós na luta pela dignificação social da profissão. Nós Animadores temos que reinventar argumentos e apresentar outras soluções que não passem pela criação de uma ordem profissional, ideia defendida em alguns fóruns, facto que considero excessivamente prematuro e sem qualquer enquadramento socioprofissional legal.

A propósito da ausência do reconhecimento da importância da profissão, nós padecemos do mesmo mal social e político que os colegas de Serviço Social, aqueles a quem durante muito tempo acusamos de usurparem o «nosso lugar» nas instituições.

A questão do reconhecimento profissional foi abordada numa conferência sobre a prática do Serviço Social, iniciativa realizada na Região Autónoma da Madeira, no espírito comemorativo do Dia Mundial do Serviço Social. A oradora recordou os principais pontos de descontentamento que curiosamente são semelhantes no contexto do exercício profissional dos Animadores. O exercício da prática de Serviço Social por outros profissionais sem formação adequada e remunerações que não estão equiparadas às habilitações académicas dos técnicos de Serviço Social, a proliferação desregulada de formações em Serviço Social, foi outra das preocupações manifestadas pela docente. Esta é a realidade dos Animadores com as devidas adaptações ao contexto profissional.

Os Animadores têm que interiorizar que o reconhecimento profissional também se conquista pelo bom exercício da prática da Animação Sociocultural, pelo empenho na dignificação individual e colectiva da profissão. Estas são premissas que cada um deverá cultivar no quadro da intervenção institucional e comunitária. A dignificação profissional também é uma conquista quotidiana e de profunda persistência no acreditar que é possível mudar. Esta crença não vigora por meio de um qualquer decreto legislativo, ela é um exercício pessoal e intransmissível.

terça-feira, 15 de março de 2011

«Rumo à Cidadania Participativa»


A Câmara Municipal do Funchal no âmbito do programa «Juventude em Acção» dinamizou o projecto de promoção e de educação para a cidadania denominado «Rumo à Cidadania Participativa».

Esta iniciativa de educação não formal e de estímulo à participação cidadã teve início em Setembro de 2010 e o seu término acontecerá no mês homólogo de 2011, envolvendo os jovens residentes no Concelho do Funchal, com idades compreendidas entre os 15 e os 30 anos.

O objectivo do projecto passa por auscultar, debater, questionar e propor medidas aos decisores políticos locais em matéria de políticas de juventude, através da concepção e desenvolvimento de programas, projectos e actividades direccionadas para a população juvenil com o intuito de uma melhoria contínua da intervenção do poder local ao nível das políticas juvenis.

«Rumo à Cidadania Participativa» envolveu activamente os jovens das freguesias do Concelho do Funchal, as escolas básicas do 2º e 3º ciclos, secundárias e profissionais através da realização de fóruns, com o desiderato de reunir um conjunto de propostas a apresentar pelos grupos de trabalho criados em cada freguesia, no fórum juvenil na câmara municipal.

O fórum juvenil é um espaço de discussão onde serão debatidas as propostas e seleccionados os representantes juvenis que protagonizarão em nome do colectivo, a apresentação das propostas finais numa assembleia municipal juvenil coordenada pelo presidente da autarquia.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Programa «Cidadania Cultural»… Espaço de aprendizagens


Foram quatro meses de aprendizagens sobre a vida cultural e social da comunidade local protagonizada pelas associações recreativas, pelas instituições sociais e culturais, pela câmara municipal e demais agentes socioculturais do concelho. Semanalmente, fui construindo uma outra relação com a comunidade local através da rádio, essa ferramenta de comunicação de proximidade que também, é um recurso para a Animação Sociocultural.

Procurei corresponder de forma simples e inteligente ao desafio que me tinha sido colocado pela direcção da Rádio Zarco, já na emissão do 1º programa “Cidadania Cultural”. A rádio deu voz às colectividades e aos muitos actores da cultura. Procurei que o protagonismo da cena cultural municipal fosse deles, porque continuo a acreditar e a defender que o movimento associativo e os muitos cidadãos anónimos são parceiros inequívocos dos processos de Animação Sociocultural.

O «Cidadania Cultural» ajudou-me a desenhar melhor a radiografia cultural do concelho, a conhecer realidades específicas, a sentir o pulsar da cidadania activa que continua viva e recomenda-se. Foram dezoito programas de partilha de cumplicidades, de fortalecimento de laços sociais e profissionais, de descobertas permanentes e afirmação da multiplicidade cultural que fortalece as dinâmicas sociais e a identidade das populações.

O meu sincero agradecimento a todos aqueles que pelo seu trabalho, dedicação e entusiasmo tornaram possível a realização e emissão do programa ao longo dos quatro meses, ajudando-me a superar o desafio proposto. O meu obrigado a todos os que acreditam que é possível envolver as pessoas na transformação social através da acção cultural.

quarta-feira, 2 de março de 2011

ENEJA 2011 - Encontro Nacional e Europeu de Jovens Animadores


Nos dias 18, 19, 20 e 21 de Abril de 2011, realiza-se em Vila Nova de Famalicão, o Encontro Nacional e Europeu de Jovens Animadores organizado pela Plataforma de Animadores SocioEducativos e Culturais (PASEC).

Para consultar o programa e aceder à ficha de inscrição, clique aqui.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Congressos, Seminários, Encontros, Colóquios, …


A Animação Sociocultural é tema central de um conjunto de iniciativas organizadas pelos cursos profissionais e superiores de Animação, por associações cujo objecto social é a Animação Sociocultural e os Animadores ou por outras colectividades que por razões directas ou indirectas desenvolvem a sua acção neste domínio, ou os seus dirigentes estão ligados ao campo da Animação.

Se pesquisarmos um pouco, facilmente, encontramos um espólio informativo sobre a realização de congressos, seminários, encontros e colóquios realizados em Portugal Continental e Ilhas. A realização de alguns destes encontros tiveram um carácter generalista, a organização privilegiou a discussão e reflexão sobre diferentes âmbitos de acção no campo da Animação Sociocultural, outros, foram de temática especializada. Considero que as metodologias adoptadas são válidas e não empobrecem a qualidade e a profundidade da reflexão. Os destinatários são um público heterogéneo na sua relação com as práticas da Animação Sociocultural.

A ética e a deontologia da profissão do Animador Sociocultural é um tema excelente para um seminário, colóquio, encontro, …, talvez para um congresso. Esta temática tem que ser trabalhada e reflectida conscientemente, talvez, numa disciplina dos cursos superiores de Animação, ou não há recursos humanos cientificamente competentes para leccionar sobre o tema? Reunimos um conjunto de especialistas para debater um tema específico no âmbito da Animação, mas, não somos capazes de mobilizar dois ou três especialistas para falar sobre a ética e deontologia em Animação Sociocultural. Deixem-me dizer especialistas, porque nos consideramos especialistas em qualquer coisa.

Compreendo e aceito que a organização dos seminários e encontros sobre Animação Sociocultural dinamizados pelos cursos profissionais sejam generalistas. É importante construir perspectivas da multiplicidade de campos de intervenção dos Animadores junto dos futuros profissionais, porventura, muitos deles optarão pelo prosseguimento de estudos em Animação. Por outro lado, parece-me despropositado que os responsáveis dos cursos superiores sigam uma linha generalista de apresentação do tema. Talvez seja mais rico do ponto de vista da discussão e rico na reflexão colectiva que cada edição esteja focalizada num tema monográfico, porque o reportório científico dos Animadores exige uma outra oferta formativa no quadro extracurricular.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

I Jornadas de Animação Cultural: Que Desafios?


As I Jornadas de Animação Cultural: Que Desafios? realizam-se nos dias 7 e 8 de Abril de 2011. Este é um evento científico organizado pela equipa coordenadora e docente da licenciatura em Animação Cultural da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria e do Núcleo de Animação Cultural, em colaboração com os Centros de Investigação NIDE – Núcleo de Investigação e Desenvolvimento em Educação e CIID – Centro de Investigação Identidade(s) e Diversidade(s).

O tema das jornadas enquadra-se no «(…) quadro da reflexão sobre o papel do(s) património(s) nas sociedades contemporâneas, enquadrada nos três âmbitos da Animação Cultural.»

A partilha com a comunidade da «(…) importância da formação de recursos humanos no campo da Animação Cultural na dinamização da economia local e regional, na captação de novos públicos para a área cultural, na valorização de recursos endógenos e, em geral, na qualidade de vida das populações.» são alguns dos propósitos da organização das I Jornadas de Animação Cultural, que pretendem ser um espaço e tempo de discussão, reflexão e debate, troca de conhecimentos e de experiências sobre as realidades da Animação Cultural, com ênfase nos âmbitos da gestão e programação, intervenção e da investigação.

Para mais informações, consulta do programa e inscrições, clique aqui.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Quatro anos de actividade na blogesfera

O Animação Sociocultural e Insularidade celebra hoje quatro anos consecutivos de actividade na blogesfera. Agradeço a todos os visitantes que têm contribuido com as suas leituras, comentários e sugestões. Estas são acções que fortalecem a dinâmica do blog e sinal inequívoco do necessário diálogo que estabelecemos com a comunidade virtual.

Continuarei a manter uma postura de seriedade e neutralidade na reflexão e discussão das diversas temáticas que são transversais à Animação Sociocultural e à acção dos Animadores. Não sou apologista dos números, eles valem o que valem. As visitas ao blog têm origem em diferentes pontos geográficos do mundo, com uma média de 20 mil visitas por ano. Não deixo-me iludir pelos números, continuarei com a mesma postura e objectivos que estiveram na origem do blog e que ao longo destes anos têm sido um referencial.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Audição Pública sobre Políticas de Juventude

Em 2011 celebram-se as efemérides - Ano Europeu das Actividades de Voluntariado que Promovam uma Cidadania Activa e Ano Internacional da Juventude das Nações Unidas -, é neste âmbito que a Comissão Parlamentar de Educação e Ciência promove a Audição sobre Políticas de Juventude, na Sala do Senado da Assembleia da República, no próximo dia 14 de Fevereiro.

A Audição visa auscultar as entidades envolvidas e realizar um debate alargado sobre as seguintes temáticas:

- Execução do Programa Nacional do Ano Europeu do Voluntariado;- Consequências da implementação do Pacto Europeu de Juventude e do Programa Nacional de Juventude.

Ainda no âmbito da temática da Juventude, a Comissão Parlamentar de Educação e Ciência organiza no mês de Março, o Colóquio da Emancipação Jovem. O colóquio pretende reflectir sobre o processo de emancipação jovem nas suas diferentes dimensões, aludindo para a realização pessoal da juventude, realçando a importância do reconhecimento da emancipação como processo de crescimento e autonomia face a um conjunto de constrangimentos familiares e sociais.

A participação na Audição Pública está sujeita a inscrição, a qual deve ser feita até ao dia 9 de Fevereiro, em http://app.parlamento.pt/InscriptionForm/form/Formulario8cecAPJ.aspx